Ação solidária da Força Aérea recolhe toneladas de bens
Ponto de situação
Metro de Lisboa adota medidas preventivas no Terreiro do Paço e Cais do Sodré
As medidas foram tomadas perante os alertas da Proteção Civil, que "apontam para uma noite complicada em termos de aumento do caudal do Tejo e da possibilidade de inundação das zonas ribeirinhas", referiu à agência Lusa Nuno Soares, diretor de comunicação do Metropolitano de Lisboa.
As medidas de proteção estão a ser adotadas nas estações Terreiro do Paço, da Linha Azul, e Cais do Sodré, da Linha Verde, para "garantir tanto quanto possível a estanqueidade" nestas zonas.
Antes do início da exploração na sexta-feira de manhã, estes materiais terão que ser retirados para serem "repostas as condições normais de funcionamento" do metro.
"Embora isto dependa do evoluir da situação (...), admitimos neste momento que há uma hipótese (...) de haver algum atraso na abertura à exploração das linhas Azul e Verde", frisou Nuno Soares.
O diretor de comunicação do Metropolitano de Lisboa acrescentou que a empresa irá atualizar de forma permanente a informação sobre as suas linhas.
Normalmente, o metro funciona entre as 06:30 e as 01:00.
A circulação na Linha Azul do Metropolitano de Lisboa está hoje interrompida entre as estações Pontinha e Marquês de Pombal devido a uma subida "rápida e excecional" dos níveis freáticos subterrâneos perto da estação Jardim Zoológico, indicou a mesma fonte.
O Metro de Lisboa tem um sistema de bombagem de água instalado no local, mas que pela subida rápida, esta não foi suficiente para retirar toda a água que surgia dentro do túnel.
"Por razões de segurança, o Metropolitano interrompeu a circulação na Linha Azul e pediu a colaboração dos bombeiros, que dispõem também de equipamentos de bombagem, para reforçar o nosso próprio sistema", referiu Nuno Soares.
Pelas 20:15, o nível da água estava a "baixar francamente", mas ainda não havia estimativa de hora para a reposição da circulação.
O Metropolitano de Lisboa opera diariamente com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião).
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 de fevereiro para 68 concelhos, voltando hoje a ser prolongada até 15 de fevereiro.
Governo pede aos emigrantes da construção civil ajuda na reconstrução
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, apelou hoje aos emigrantes portugueses que trabalhem na construção civil para regressarem a Portugal e ajudarem na reconstrução das infraestruturas danificadas pelas depressões Kristin e Leonardo.
"O Governo português pede à nossa comunidade emigrante, àqueles que têm competências nas áreas da construção civil, sobretudo a esses, que a melhor ajuda é virem para Portugal ajudar nesta recuperação", afirmou hoje à agência Lusa, durante uma visita a Londres.
Emídio Sousa salientou que o objetivo "não é para virem fazer gratuitamente esses trabalhos", pois "nós temos o dinheiro", numa referência aos 2,5 mil milhões de euros anunciados pelo Governo de apoio aos afetados, além dos pagamentos a cargo das seguradoras.
O secretário de Estado sublinhou a escassez de mão-de-obra nacional para reparar infraestruturas públicas, fábricas e habitações, e admitiu que esta até pode ser uma "oportunidade de negócio" a aproveitar por empresas em países europeus com menor volume de trabalho nos primeiros meses do ano, citando países como França, Suíça, Luxemburgo, Alemanha ou Inglaterra.
O governante vincou que os processos terão de ser transparentes e íntegros para as despesas serem reembolsadas pelo Estado, mas mostrou disponibilidade do Governo para "agilizar" alguma burocracia que surja de empresários que tenham atividade noutro país.
"Portugal neste momento tem fundos disponíveis para pagar estes trabalhos. Naturalmente que há um processo burocrático de faturação, de impostos. Nós teremos as estruturas de missão do Governo português que estão disponíveis para agilizar procedimentos e apoiar em alguma dificuldade que exista", vincou.
Emídio Sousa disse acreditar "muito na boa vontade dos portugueses", mas pediu "prudência" no apoio a ações de recolhas de fundos por financiamento coletivo [crowdfunding] na Internet.
Àqueles que queiram ajudar financeiramente, sugeriu que procurem instituições de âmbito social, como lares de idosos ou corporações de bombeiros que tenham sofrido estragos nas suas instalações, ou obtenham informação fiável junto de autarquias.
"Que o direcionem concretamente para uma atividade de uma entidade idónea, porque às vezes esse `crowdfunding` nas redes sociais, numa conta algures, pode não chegar ao destinatário que eles pretendem", alertou.
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 de fevereiro para 68 concelhos, voltando hoje a ser prolongada até 15 de fevereiro.
Marinha resgatou hoje mais de 130 pessoas afetadas pelas cheias
Mais de 130 pessoas afetadas pelas cheias, devido à passagem das depressões Kristin e Leonardo, foram hoje resgatadas pela Marinha em diversas regiões de Portugal continental, revelou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).
Em comunicado, a AMN indica que, face ao aumento do nível das águas, devido à chuva intensa dos últimos dias, nomeadamente em Alcácer do Sal e em Leiria, os militares da Marinha resgataram 132 pessoas que estavam "isoladas por causa das cheias, com recurso aos botes anteriormente posicionados para apoio imediato à população nas zonas ribeirinhas".
Durante as operações foram também resgatados 15 animais em Leiria, acrescenta a AMN.
Ainda segundo a AMN, até ao momento a Marinha já apoiou mais de 2.300 pessoas e reparou mais de 40 habitações e edifícios públicos, na sequência do mau tempo que tem afetado Portugal continental na última semana.
Ainda no âmbito da resposta da Marinha às situações provocadas pelo mau tempo, foram também desobstruídos cerca de 16 quilómetros de estrada no distrito de Leiria e recolhidos mais de 137 toneladas de detritos do rio Lis.
"A Marinha mantém 44 botes prontos e posicionados para apoio imediato à população nas zonas ribeirinhas com risco de cheias", lê-se na nota.
Assim, oito botes estão posicionados em Ovar para atuar nos rios Vouga e Douro, quatro botes estão em Leiria caso seja necessário intervir no rio Lis e outros oito botes estão posicionados em Tancos para atuar no rio Tejo.
Dez botes estão destinados ao rio Sorraia, posicionados em Coruche e Benavente, dois botes para atuar no rio Sado estão posicionados em Alcácer do Sal, existindo ainda quatro botes "prontos para atuar no rio Tejo".
"Além disso, a AMN, através do departamento marítimo e do comando regional da Polícia Marítima do Sul, mantém uma presença reforçada de pessoal e meios, com um total de três embarcações nas margens do rio Guadiana, em Vila Real de Santo António, tendo apoiado 18 embarcações até ao momento", é acrescentado.
A AMN indica ainda que continua com a Marinha a aumentar, "de forma gradual e de acordo com a avaliação efetuada junto das autarquias", o pessoal e meios no local.
Até ao momento estão empenhados cerca de 480 militares, militarizados e agentes da Polícia Marítima, 61 viaturas, 47 embarcações, quatro geradores e 17 drones, além de um helicóptero em prontidão, indica a AMN.
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 de fevereiro para 68 concelhos, voltando hoje a ser prolongada até 15 de fevereiro.
PR já promulgou novas medidas do Governo que considera "um pouco uma revolução"
O Presidente da República anunciou hoje que já promulgou as novas medidas do Governo anunciadas pelo primeiro-ministro para responder aos efeitos das tempestades, que considerou "um pouco uma revolução na forma de atuação na administração pública".
"São, como foi dito, um pouco uma revolução na forma de atuação na administração pública e, portanto, não são pacíficos", comentou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas, junto à Basílica da Estrela, em Lisboa, referindo que o objetivo é "acelerar a atuação" dos poderes públicos.
O chefe de Estado relatou que, na sua reunião de hoje com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, já recebeu "os diplomas correspondentes a estas medidas que hoje anunciou" -- entre as quais um regime excecional e experimental para acelerar a reparação urgente e reconstrução de casas, sem controlo administrativo prévio.
"Eu já os assinei, acabei de assinar, portanto, estão promulgados todos", anunciou.
O Presidente da República defendeu que "agora o fundamental é verdadeiramente acelerar a satisfação da necessidade dos portugueses".
"E, se o dinheiro chegar na segunda-feira aos portugueses e às empresas, e se for possível pôr de pé estes mecanismos todos, bom, então o mais importante é nós acelerarmos isso, porque as pessoas, como disse, estão naturalmente muito ansiosas, estão angustiadas e querem ver resultados visíveis depois daquilo que estiveram a viver ou que estão a viver", acrescentou.
Tejo duplicou e está a provocar cheias
O caudal do Rio Tejo duplicou e está a provocar cheias em várias cidades ribeirinhas. Em Abrantes houve várias localidades que tiveram de ser evacuadas. No distrito de Santarém vários moradores tiveram de ser retirados.
Depressão Marta afeta Portugal continental no sábado com chuva, neve e vento
Portugal continental vai começar a sentir no sábado de manhã os efeitos da depressão Marta, que traz chuva, neve, vento e agitação marítima e uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras a sul do rio Tejo.
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os efeitos da depressão vão começar a ser sentidos na região Sul, em especial no litoral, na manhã de sábado, "com precipitação persistente e por vezes forte e com rajadas de vento da ordem de 100 km/h e de 120 km/h nas serras".
"Prevê-se que os maiores valores acumulados de precipitação ocorram a sul do rio Tejo, incluindo a região da grande Lisboa, sendo mais prováveis no Alentejo e nas serras algarvias, com acumulados da ordem de 60 mm (litros/m2) em 24 horas, o que contribuirá para uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras destas áreas", pode ler-se no comunicado do IPMA.
A partir da tarde de sábado, com o deslocamento da depressão para leste, prevê-se uma intensificação do vento no litoral Centro, com rajadas que poderão atingir os 90 km/h, bem como ocorrência de precipitação por vezes forte.
A precipitação ocorrerá sob a forma de neve acima de 900 metros de altitude, subindo temporariamente a cota para 1200/1400 metros entre o início da manhã e o final da tarde, com acumulados superiores a 25 cm acima de 1400 metros na Serra da Estrela.
O instituto sublinhou ainda que a agitação marítima irá manter-se forte durante este período, prevendo-se ondas do quadrante oeste até sete metros de altura significativa na costa ocidental, em especial a sul do Cabo Carvoeiro, podendo atingir 13 metros de altura máxima, sendo ondas até cinco metros de sudoeste na costa sul do Algarve.
Toda a costa de Portugal continental está sob aviso laranja de agitação marítima pelo menos até sábado.
Já Évora, Setúbal, Santarém, Beja, Portalegre estão sob aviso amarelo de chuva até ao final de manhã de sábado.
Braga, Castelo Branco, Viana do Castelo, Vila Real e Guarda estarão sob aviso laranja por neve durante o fim de semana, enquanto Faro, Setúbal e Beja estarão sob aviso laranja por vento no sábado.
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Aldeia do Lousal esteve isolada durante 24 horas
Habitantes desta povoação do concelho de Grândola disseram terem-se sentido abandonados e afirmam recear as próximas horas.
Principal problema na Região Oeste são os aluimentos de terras
Nos concelhos de Torres Vedras e Lourinhã há dezenas de estradas cortadas e as escolas estão encerradas.
Subida do Mondego deixou Ereira isolada em Montemor-O-Velho
O exército e os bombeiros ajudaram a transportar pessoas e bens, mas na aldeia de Meãs do Campo um deslizamento de terras cortou o trânsito na Nacional 111.
Alcácer do Sal submersa
O Rio Sado não para de subir. Há 8 aldeias do concelho isoladas e 179 pessoas foram retiradas de casas, algumas com ajuda de mergulhadores. A câmara diz que não há condições para se realizarem eleições no domingo.
Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos, Pombal e Golegã pedem adiamento das eleições
Depois disso, também Arruda dos Vinhos, Pombal e Golegã confirmaram à Comissão Nacional de Eleições (CNE) que irão adiar a votação. Todos estes concelhos estão em situação de calamidade.
A CNE já esclareceu que a lei "não permite" o adiamento geral das eleições a nível nacional, mas apenas nos municípios que o solicitem.
O esclarecimento surgiu depois de o candidato presidencial André Ventura ter defendido o adiamento por uma semana da segunda volta das eleições presidenciais, considerando não haver condições para a sua realização devido aos efeitos do mau tempo.
A CNE explicou que, como último recurso e a título excecional, os presidentes de câmara municipal podem adiar a votação em cada assembleia de voto, baseada em circunstâncias locais, excecionais e concretas, designadamente quando não estejam asseguradas condições de segurança, de acesso às secções de voto dos eleitores ou de funcionamento da assembleia de voto.
"A lei é muito clara". Marcelo descarta adiamento das eleições
Em declarações aos jornalistas, o presidente da República disse que não considera possível adiar as eleições presidenciais a nível nacional e invocou a lei.
Foto: Miguel A. Lopes - Lusa
"Não vejo como seja possível votar uma lei a um dia do fim da campanha eleitoral", acrescentou.
Montenegro fala ao país. Governo prolonga situação de calamidade até 15 de fevereiro
Com o agravamento das condições meteorológicas e muitas regiões do país ainda a enfrentar as consequências do mau tempo, Luís Montenegro dirigiu-se ao país e anunciou que a situação de calamidade vai ser prolongada até 15 de fevereiro.
“Nestas e nas próximas horas vão enfrentar situações de extrema dificuldade”, afirmou, reiterando o apelo “muito, muito determinado para que (...) todos sigam as recomendações das autoridades”, afirmou Luís Montenegro, numa declaração na residência oficial em São Bento, em Lisboa, após a reunião semanal do Conselho de Ministros e depois de se ter reunido com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
“Os riscos não devem ser desvalorizados”, continuou, salientando que com “esta noção da realidade e com este sentido de compreensão que o Governo tem feito um esforço enorme para mobilizar todos os recursos que temos”.
Nas palavras do chefe de Governo, foi “feito tudo o que era possível até ao momento para reestabelecer o fornecimento de energia” nas zonas mais afetadas, que são de difícil acesso e, por isso, “tornam mais morosa esta tarefa de reposição”. O mesmo acontece com o abastecimento de água e com a desobstrução de estradas e vias.
Considerando as dificuldades de muitas populações a aceder à informação e plataformas de ajuda, a partir de sexta-feira estarão “275 Espaços do Cidadão e 12 carrinhas móveis” nos concelhos afetados, conjuntamente com as autoridades locais.
“Estes apoios estão a avançar com uma rapidez que não tem precedentes, mas só o afirmamos para que se tenha a dimensão da tarefa que temos diante de nós”, disse Montenegro, não deixando de frisar que “todo o tempo que passa é tempo importante”.
O primeiro-ministro repetiu que “nunca o Estado respondeu com esta rapidez” e acrescentou: “estamos mesmo a esgotar todas as possibilidades para decidir rapidamente e poder acorrer às suas necessidades”.
“Hoje mesmo, também na reunião de Conselho de Ministros, o Governo decidiu prolongar a situação de calamidade até ao próximo dia 15 de fevereiro, porque sabemos que ainda teremos uma situação difícil que vai prolongar as condições que justificaram precisamente esta situação”.
O Conselho de Ministros aprovou também um regime excecional e experimental para acelerar a reparação urgente e reconstrução de casas, sem controlo administrativo prévio.
"Aprovámos também hoje um regime excecional para acelerar os processos e decisões, que nunca foi experimentado em Portugal. [Tratam-se] de medidas temporárias e excecionais para uma situação muito excecional", afirmou o primeiro-ministro.
Conforme precisou, este regime excecional aplica-se às obras de reparação e reconstrução urgentes, nas regiões afetadas, que deixam de ter um controlo administrativo prévio.
O Governo tinha decidido que os apoios concedidos pelo Estado, no âmbito dos estragos causados pela tempestade Kristin, de até 5.000 euros para a reconstrução de habitação e alojamento temporário dispensam auditoria e podem ser requeridos com fotografias.
De acordo com uma resolução de Conselho de Ministros publicada em Diário da República na terça-feira, "até ao montante de 5.000 euros, a estimativa do custo elegível pode ter por base fotografias apresentadas pelo requerente, dispensando vistoria ao local".
Assim, são elegíveis, relativamente à habitação própria permanente, despesas incorridas para custear "obras e intervenções necessárias à reparação, reabilitação ou reconstrução de habitação própria e permanente danificada pela tempestade `Kristin`, integrada em edifício situado em concelho abrangido e efetivamente utilizado como residência habitual do agregado", bem como despesas de realojamento temporário, devidamente justificadas pela impossibilidade de utilização da habitação afetada.
Para isso, lê-se no diploma, o "custo elegível é determinado com base em estimativa elaborada sob responsabilidade da Câmara Municipal e validada pela CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional] territorialmente competente, podendo ser utilizados referenciais de custos unitários por tipologia de obra".
Segundo o Governo, a comparticipação pública para cada operação é de "100% da despesa elegível remanescente após dedução de indemnizações de seguro e outros apoios, com o limite global de 10.000 euros, por fogo habitacional".
São ainda disponibilizadas, pelo Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFRRU), "linhas de crédito para custos não cobertos pela subvenção pública em obras e intervenções necessárias à reparação, reabilitação ou reconstrução de habitação própria e permanente danificada pela tempestade".
O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo considera que "na esmagadora maioria do país" há condições para se realizar a segunda volta das eleições presidenciais no domingo e fez "um apelo veemente" à participação.
"Apesar do tempo que possa vir a estar no domingo, escolher o mais alto magistrado da nação e decidir o futuro de Portugal é uma tarefa, é uma honra, um dever e um direito", afirmou Luís Montenegro, apelando a algum "espírito de disponibilidade e sacrifício" dos portugueses para que não deleguem em outros a escolha que depende de cada um.
"Parece-me que, na grande maioria do país, na esmagadora maioria haverá condições" para se realizar a segunda volta das presidenciais, defendeu.
C/Lusa
Proteção Civil alerta para "risco de cheias extremamente significativo"
Até ao momento foram registadas 6796 ocorrências e foram ativados seis planos distritais e 85 planos municipais.
Em relação à população que teve de ser deslocada, a Proteção Civil dá conta de 132 pessoas retiradas de um lar em Coruche, 145 pessoas deslocadas em Leiria, 53 em Castelo Branco, 15 em Setúbal e duas pessoas na Trafaria. Cinco lares em Abrantes também foram evacuados.
Caudais dos rios Lis e Lena em Leiria a estabilizar
Os caudais dos rios Lis e Lena estão a estabilizar em Leiria, não se prevendo um alargamento da área inundada, disse hoje o vereador da Proteção Civil da Câmara Municipal, Luís Lopes.
"A notícia mais importante é que os caudais estão a estabilizar, ou seja, a área inundada não se espera que haja um alargamento a não ser que haja um rombo num dos troços do Lis ou do Lena [afluente do primeiro], o que não é expectável, uma vez que há uma redução da pressão também nestes locais", afirmou Luís Lopes.
O autarca falava aos jornalistas nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está instalado o centro de operações municipal na sequência da depressão Kristin.
De acordo com o vereador, o número de pessoas deslocadas mantém-se em 66, sendo que 45 foram junto à Escola Profissional de Leiria (em São Romão) e "todas elas por meios próprios", além de 21 pessoas na zona da Ponte das Mestras, onde o Lena desagua no Lis.
Destas 21 pessoas, oito foram retiradas com recurso a embarcação dos Fuzileiros, assim como 18 ovelhas, referindo ainda que houve evacuações preventivas e mantêm-se vários condicionamentos no tráfego rodoviário.
"Não é expectável que seja possível as pessoas que deslocámos regressarem a casa nas próximas horas, porque ainda vai levar algum tempo até o nível de água baixar", referiu Luís Lopes, assegurando que "todas as pessoas estão devidamente acompanhadas" nas zonas de concentração e apoio à população.
Por outro lado, "algumas têm suporte familiar", garantiu.
Sobre a situação das pessoas que não têm apoio familiar, o vereador frisou que o município continua "a manter todas as estruturas de retaguarda em funcionamento, para alojamento, alimentação, apoio psicológico, todas elas mantêm a capacidade total", uma vez que se está numa fase de transição da depressão Kristin para as cheias.
Quanto às evacuações preventivas, Luís Lopes esclareceu que passa por pedir aos moradores para saírem de suas casas, independentemente de a água chegar ou não junto das habitações.
"Na maioria dos casos, as pessoas acataram essa indicação e saíram, noutras isso não aconteceu e tiveram de ser retiradas por embarcação", esclareceu.
Embora reconhecendo que possa haver uma resistência para os moradores saírem de suas casas, o autarca alerta que "estão a colocar a sua vida em risco", assim como a dos agentes de Proteção Civil.
Nos campos agrícolas, continua a haver "pressão muito elevada", o que vai "manter-se durante largos dias", mas as infraestruturas não foram afetadas.
"Na estação elevatória entre Barreiros e Gândara dos Olivais, que é das mais importantes em termos de abastecimento de água em alta, foi feito um cordão de proteção. Portanto, mesmo que haja alagamento daquela área, ela não é condicionada e não temos de parar o abastecimento da água", salientou.
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
O que diz a Constituição sobre um eventual adiamento das eleições?
Explica que o adiamento só pode ser convocado caso a caso pelas autarquias e que mesmo se existisse uma situação de emergência em todo o país, o Presidente da República não poderia adiar as eleições.
Autoeuropa interrompe a produção em três turnos da noite por falta de peças
A Autoeuropa interrompeu a produção nos turnos da noite de quarta a sexta-feira devido à falta de componentes por problemas abastecimento causados pelo mau tempo, o que levou a alterar as datas do referendo ao pré-acordo laboral.
Em comunicado, a Comissão de Trabalhadores (CT) explica que os `downdays` (dias de não produção) do turno D, provocados pela escassez de componentes, afetaram diretamente o calendário inicialmente definido para o referendo ao acordo pré-laboral.
A votação estava inicialmente prevista para decorrer hoje e na sexta-feira, mas foi ajustada para garantir a participação dos quatro turnos, após a interrupção da atividade nos turnos da noite de quarta-feira, quinta-feira e também no turno da noite de sexta-feira, devido a dificuldades de alguns fornecedores provocadas pelo mau tempo.
Segundo a estrutura representativa dos trabalhadores, o referendo decorre nos dias 06 e 09 de fevereiro, de forma a assegurar "igualdade de voto para todos os trabalhadores".
A Comissão de Trabalhadores indica ainda que a empresa foi informada de que esta alteração não poderá comprometer, caso o pré-acordo seja aprovado, os acertos retroativos, a atualização das tabelas salariais nem o pagamento do prémio único de 500 euros em fevereiro.
As urnas encerram às 22:00 de segunda-feira e os resultados da votação devem ser conhecidos pouco tempo depois.
A CT e a administração da Volkswagen Autoeuropa alcançaram um pré-acordo laboral, para vigorar até junho de 2027, que contempla aumentos salariais com um mínimo de 100 euros e o reforço de benefícios sociais.
Segundo revelou hoje a CT em comunicado, o pré-acordo prevê aumentos salariais de 2,8% já este mês e de mais 2,5% no próximo mês de outubro, ambos com um mínimo garantido de 50 euros.
Prevê também o pagamento de um prémio único de 500 euros, "um complemento pela divisão do aumento salarial" de 50 euros em janeiro e outubro, que será pago após a assinatura do acordo, caso o mesmo seja aprovado pelos trabalhadores.
Está igualmente prevista a atribuição de um prémio de assiduidade de 50 euros mensais entre janeiro e junho de 2027, com o alargamento das exceções elegíveis face ao modelo anterior, incluindo situações de doença e compromissos legais dos trabalhadores.
A majoração do prémio de objetivos até 150% em 2026 e 2027 e a aplicação de um novo modelo de turnos a partir de junho de 2026, dependente da aprovação dos trabalhadores em referendo a realizar até março, é outra medida prevista no pré-acordo laboral da fábrica de automóveis da Volkswagen em Palmela, no distrito de Setúbal.
Os representantes dos trabalhadores destacam ainda o aumento do subsídio de refeição para cinco euros e a garantia de pagamento integral do salário em caso de recurso ao `lay-off´ (suspensão temporária da produção).
CNE anuncia ato eleitoral no próximo domingo
Primeiro-ministro fala ao país às 19h00
Setúbal ativou Plano Distrital de Emergência e Proteção Civil
Vila Franca de Xira. Autarca diz que situação desaconselha ato eleitoral
O presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira, considera que não estarão reunidas as condições para levar a cabo o ato eleitoral do próximo domingo. Sublinha contudo que não cabe aos autarcas tomar essa decisão.
Emitida ordem de evacuação para seis localidade no Tejo
Dezasseis novos deslocados e uma vítima por hipotermia no Oeste
Dezasseis pessoas foram hoje deslocadas de casa devido ao mau tempo na região Oeste e uma mulher transportada ao hospital por hipotermia, ao tentar atravessar uma estrada inundada no Bombarral, segundo o Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil.
"Retirámos nove pessoas em Alcobaça e sete em Óbidos por precaução dados os riscos de haver vítimas do mau tempo", afirmou o comandante regional, Carlos Silva.
As habitações afetadas pelos efeitos do mau tempo localizam-se nos concelhos de Torres Vedras, Lourinhã, Óbidos, Alcobaça e Caldas da Rainha.
No Bombarral, "uma mulher foi retirada de uma viatura com água e transportada ao hospital em estado de hipotermia, depois de ter tentado atravessar uma estrada que tinha um metro de altura de água", adiantou o responsável.
Nas últimas 24 horas, registaram-se na zona Oeste 400 ocorrências relacionadas sobretudo com inundações e aluimentos de terras, que mobilizaram 1.249 operacionais e 568 meios terrestres.
Segundo o comandante, a Proteção Civil está "à espera que os caudais dos rios baixem para retirar água de caves e proceder a limpezas".
"O que é mais constrangedor são os aluimentos de terras, que provocam danos em estradas e condutas de água, causando ruturas no abastecimento de água", acrescentou.
Em Peniche, foram resgatados 18 cães de um canil particular, que foram reencaminhados, uma parte para o canil municipal e outra parte para a habitação da proprietária, assim como três centenas de ovelhas, devido a inundações provocadas pelo rio de São Domingos.
Apesar de se prever um agravamento da precipitação para a noite de hoje e dia de sexta-feira, foi decido manter na quinta-feira as escolas encerradas nos concelhos de Torres Vedras, Lourinhã, Bombarral e Alenquer.
"O desagravamento do tempo não se vai sentir de imediato, porque as estradas estão muito saturadas de água", alertou.
Dado o alerta vermelho para a subida do caudal do rio Tejo, são esperadas inundações na zona ribeirinha do Tejo no concelho de Alenquer.
"A água já está a passar a Estrada Nacional 3 e prevemos encerrar a EN3 e a Autoestrada 1 em breve, respetivamente na Ota e Carregado.
Neste sentido, apela à população para evitar circular nas zonas costeiras e ribeirinhas, respeitar a sinalização, adotar comportamentos de risco e, nas zonas inundáveis, salvar bens, garantir mantimentos e condições até que os níveis da água baixem em habitações atingidas.
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Arruda dos Vinhos também vai pedir adiamento das eleições
Ventura escusa-se a indicar enquadramento legal para adiar eleições
"O que acho é que hoje podemos iniciar os primeiros passos, legalmente, politicamente, para termos uma situação que permita o adiamento das eleições, independentemente do instrumento jurídico que venha aqui a ser usado, seja ele de emergência ou não seja ele de emergência", afirmou.
Questionado várias vezes qual o instrumento jurídico que permitira dar corpo à sua proposta, uma vez que a lei eleitoral apenas prevê o adiamento nos concelhos que tomarem a decisão, e não no país em geral, o candidato não concretizou.
À pergunta se poderá passar pela declaração do estado de emergência, respondeu: "Se for necessário".
"Acho que o que temos ouvido da aflição das populações nestas zonas nos pede a todos que tenhamos algum bom senso", pediu.
André Ventura falava aos jornalistas depois de um almoço com autarcas do partido, no concelho de Silves, durante o qual propôs o adiamento das eleições presidenciais para meados de fevereiro, face aos efeitos do mau tempo que afetou o país nos últimos dias.
O candidato apoiado pelo Chega disse também que iria falar ainda hoje com o adversário, António José Seguro.
Ventura adiantou também que foi informado de que esta tarde haverá uma reunião da Comissão Nacional de Eleições.
"O que peço é que haja este bom senso de não deixarmos o país sem água, sem telhados, sem abastecimentos, a terem que votar nestas situações", disse.
O candidato e líder do Chega apelou também à "boa vontade", considerando que "este não é o momento de dar mais valor aos votos, é o momento de dar mais valor às pessoas e às suas necessidades".
"Se houver boa vontade entre o Presidente da República e dois candidatos à Presidência da República, teremos condições de dar a maior dignidade ao país. Eu acho que em democracia todos estamos de acordo com isto, não é o ato eleitoral em si que é o mais importante, é a dignidade das pessoas que é o mais importante", salientou.
Ventura defendeu que "há condições para um movimento de solidariedade nacional" e classificou como "um bocadinho estranho que uma parte do país vote e a outra não".
O também líder do Chega considerou que "é um risco para a democracia e para as eleições" os eleitores não votarem todos no mesmo dia e alertou que "quem for votar depois, daqui a uma semana, será desconsiderado".
E antecipou que, além das populações afetadas, também quem foi ajudar pode não conseguir votar.
A Lei Eleitoral do Presidente da República apenas prevê a não realização da votação em determinadas assembleias de voto, e não no país em geral, "se na freguesia se registar alguma calamidade no dia marcado para as eleições ou nos três dias anteriores", e estabelece que nesses casos "o reconhecimento da impossibilidade de a eleição se efetuar e o seu adiamento competem ao presidente da câmara municipal ou, nas regiões autónomas, ao representante da República".
Presidente da junta de freguesia de Ponte do Rol diz que há mais de 15 anos que não se viam inundações como estas
Em Ponte do Rol, freguesia do concelho de Torres Vedras, o presidente da Junta, Pedro Vaza, está preocupado com a possibilidade de rebentamento dos diques colocados pela autarquia.
Autarca há vários anos, Pedro Vaza diz que há mais de 15 anos que não se viam inundações tão persistentes.
Em conversa com o repórter João Alexandre, o autarca diz ainda não ter previsão sobre o regresso da água às torneiras. Há dois dias que os fregueses se abastecem em camiões cisterna dos bombeiros.
Presidente da Câmara da Marinha Grande recusa adiar eleições
"A democracia na Marinha Grande mantém-se viva, apesar das circunstâncias em que nos encontramos", admite o autarca, que reforça que a democracua "não se adia, nem se pode adiar" e apela à "participação massiva" dos eleitores.
O presidente da câmara exalta a importância da participação eleitoral para que "o nosso país olhe para o nosso concelho" e garante a segurança no ato eleitoral: "As vias de comunicação, estradas e passeios estão desobstruídos".
O autarca anunciou entretanto a mudança de duas secções de voto: uma no lugar de Pilado e outra no lugar de Passagem, em Vieira de Leiria.
Proteção civil alerta para risco agravado de inundações na sexta-feira e no sábado
A Proteção Civil alertou hoje para o risco agravado de inundações e cheias, na sexta-feira e no sábado, devido à subida dos caudais da maioria dos rios e às descargas de barragens espanholas.
A continuação da chuva "intensa registada nos últimos dias" provocará a subida dos caudais dos rios e pode levar a cheias provocadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras, segundo o comunicado da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Com base na informação que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) disponibilizou à ANEPC, os caudais dos rios vão manter-se elevados, em particular a bacia do Tejo, com uma "tendência de subida significativa", destacando-se os rios Zêzere, Nabão e Sorraia.
Os caudais também vão manter-se elevados e com tendência para subir no Rio Minho, Rio Lima, Rio Cávado, Rio Douro, Rio Vouga, Rio Mondego, Rio Lis, Rio Sado, Rio Guadiana, Ribeiras do Arade e as ribeiras do Algarve.
A Proteção Civil alertou também para o risco de inundações em áreas urbanas e para a formação de lençóis de água.
O corte do trânsito em algumas vias rodoviárias, por estarem submersas e derrocadas são outros efeitos da depressão Leonardo que poderão ocorrer, segundo a nota.
A Proteção civil alertou ainda para a presença de objetos soltos arrastados para as vias rodoviárias e para possibilidade estruturas móveis ou mal fixadas se soltarem devido às cheias e inundações, sendo que estes objetos e estruturas podem causar acidentes rodoviários.
Em relação às medidas preventivas, a ANEPC apelou às pessoas que desbloqueiem os sistemas de escoamento, ou seja, que retirem os objetos que possam ser arrastados pela água para as estradas e que prejudiquem o funcionamento dos sistemas.
A Proteção Civil pediu também que a população evite qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de inundações.
A ANEPC apelou ainda para que as pessoas não estacionem veículos em zonas historicamente inundáveis e não atravessem locais inundados, evitando que cidadãos ou carros sejam arrastados para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas.
Na nota, a Proteção Civil pediu a retirada de animais de zonas inundáveis e "especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas próximas de linhas de água, devido ao risco de queda de ramos e/ou árvores arrastados pelas águas".
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Presidenciais. Seguro diz que cabe a cada concelho garantir as condições para o voto
António José Seguro considera que cabe às autoridades competentes de cada concelho garantir as condições para o voto nas eleições presidenciais.
"Há um quadro legal, um quadro constitucional e, portanto, remeto para aí e para as autoridades", disse.
O candidato apelou aos portugueses que possam votar, para irem votar no domingo, advertindo contra o "pesadelo" de perder para Ventura graças à abstenção.
Homem encontrado morto na Sertã
ANMP diz que cabe a autarcas a decisão de adiar eleições
A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) disse hoje que está a acompanhar os concelhos afetados pelo mau tempo, aguardando pelo evoluir da situação, e que caberá a cada presidente de câmara a decisão de adiar as eleições presidenciais.
Em resposta à Lusa, fonte oficial afirmou que a ANMP "está a acompanhar a situação e sabe que a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil está a fazer uma análise de risco nos municípios atingidos pela passagem da depressão Kristin e tempestades que continuam a assolar"o país.
Perante este cenário, a organização representativa do poder local, acrescentou, aguarda pela "evolução da situação".
"Sendo certo que é a cada presidente de Câmara Municipal que cabe a decisão de realizar ou adiar as eleições presidenciais", concluiu a mesma fonte oficial da associação presidida por Pedro Pimpão (PSD), também presidente do município de Pombal.
Para já, a ANMP desconhece a existência de municípios que pretendam adiar a segunda volta das eleições presidenciais de domingo, além da Câmara de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, fortemente afetada pelas cheias provocadas pelas depressões Kristin e Leonardo.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Às eleições de 18 de janeiro apresentaram-se 11 candidatos, mas nenhum deles conseguiu mais do que metade dos votos, pelo que foi preciso repetir a votação com os dois mais votados.
António José Seguro e André Ventura são os dois candidatos que se apresentam às eleições do próximo domingo.
Marcelo adia deslocação a Madrid
Câmara da Sertã apela à doação de desumidificadores, lonas, telhas e plásticos
"A Câmara Municipal da Sertã continua a angariar materiais para fazer face aos estragos causados pela depressão Kristin em habitações por todo o concelho", referiu a autarquia, numa nota enviada à comunicação social.
As doações podem ser entregues nos Estaleiros da Câmara Municipal da Sertã, todos os dias, das 8h00 às 17h00.
Alpiarça prepara evacuação de zonas ribeirinhas devido ao risco de cheias
Em comunicado, a autarquia indica que a situação resulta de "condições meteorológicas adversas e precipitação intensa prevista", que estão a agravar o cenário hidrológico.
No âmbito do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, o município refere que a população residente em zonas inundáveis "deve preparar-se para abandonar as suas habitações".
O município identificou como zonas críticas o Matadouro, Praça Velha, rua 5 de Outubro, rua do Lavadouro, Quinta da Atela, Quintas da Gouxaria (junto ao Tejo), Vale das Oliveiras e Postes Carmo, advertindo que outras áreas poderão ser afetadas consoante a evolução dos caudais.
Na nota, a Câmara indica ainda que está a avaliar "de forma permanente" o impacto da situação nas infraestruturas, equipamentos públicos e vias de circulação, podendo ser comunicadas restrições, encerramentos ou ajustamentos de funcionamento "sempre que a segurança o justifique".
Utentes retirados de residência sénior nas Termas de São Pedro do Sul
"Um muro na zona envolvente, junto ao Rio Vouga, está a ruir e, depois de uma avaliação técnica, foi decidido retirar os 66 utentes, porque a sua segurança podia estar em causa", explicou Pedro Mouro.
Seis pessoas resgatadas em Gavião e Nisa por subida do caudal do rio Tejo
Ventura quer adiamento da segunda volta das eleições presidenciais
O candidato presidencial apoiado pelo Chega defende que os portugueses possam cumprir o seu dever de voto "em condições de igualdade", pelo que vai propor o adiamento da ida às urnas por uma semana.
“Porque votar é um dever, mas acho que podemos prescindir de uma semana no nosso país para dizer às pessoas que poderão cumprir o seu dever em melhores condições, em condições de igualdade, de humanidade e, sobretudo, de dignidade”, acrescentou.
"Metade do país a votar e outra metade a não votar? Isto faz algum sentido?", defendeu.
Autarca da Azambuja alerta que abastecimento aos hipermercados pode estar em causa nas próximas horas ou dias
Seguro adverte contra "pesadelo" de perder para Ventura graças à abstenção
"Quem ganha eleições são os votos dos portugueses, quando são contados", insistiu o candidato a Belém.
Por outro lado, o cenário de uma eleição para a Presidência por margem curta é, nas palavras do antigo secretário-geal do PS, "um risco inaceitável".Após uma visita ao DNA Cascais, no distrito de Lisboa, Seguro foi questionado sobre o cenário de uma abstenção pronunciada no próximo domingo.
"Aquilo que seria algo completamente surpreendente - seria mesmo um pesadelo - é que os portugueses queiram um presidente, queiram a candidatura que eu protagonizo e, depois, por não irem votar, permitam que seja outro a vencer as eleições", vincou.
c/ Lusa
Encerrados preventivamente unidades de cuidados de saúde primários em Abrantes e Tomar
Na sequência da ativação, pela Proteção Civil, do Plano de Cheias do Tejo – nível vermelho, e das condições meteorológicas adversas, a Unidade Local de Saúde do Médio Tejo adotou medidas preventivas de segurança para os utentes e profissionais.
Em caso de necessidade de cuidados médicos ou de enfermagem inadiáveis (exceto urgentes ou emergentes), os utentes poderão também recorrer diretamente a qualquer unidade do Centro de Saúde de Abrantes, sem qualquer tipo de constrangimento. Os utentes poderão ainda contactar a Linha SNS 24, que procederá ao encaminhamento para a resposta mais adequada.
Já o Polo da Serra da Unidade de Saúde Familiar Templários (USF Templários), em Tomar, encontra-se igualmente encerrado na sequência da queda de um poste, que provocou a interrupção do fornecimento de energia elétrica.
Os utentes desta unidade poderão dirigir-se ao Polo de São Pedro, onde obterão o encaminhamento adequado à sua situação clínica.
Em caso de necessidade de cuidados médicos ou de enfermagem inadiáveis (exceto urgentes ou emergentes), os utentes poderão também recorrer ao Centro de Saúde de Tomar ou contactar a Linha SNS 24 (808 24 24 24), que procederá ao encaminhamento para a resposta mais adequada.
“Estas medidas são estritamente preventivas e irão manter-se apenas enquanto se justificarem para preservar a segurança dos cidadãos”, refere a ULS em comunicado.
Tábua pede ao Governo financiamento para municípios excluídos de apoios
"Continuamos a não entender porque é que não há aqui algum critério também de apoio e é isso que devemos apelar, para que o Governo possa também olhar para estes locais, que já estão com bastantes prejuízos", disse hoje Ricardo Cruz em declarações à agência Lusa.
O apelo vem no sentido de que o Governo português também encontre "uma linha de financiamento ou de apoio" que alcance Tábua, um concelho que enfrentou "as mesmas depressões e as mesmas intempéries" que atingiram o resto do país.
Clube de Campismo de Lisboa encerra os cinco parques
O Clube de Campismo de Lisboa (CCL) decidiu encerrar temporariamente, até segunda-feira, os cinco parques por razões de segurança devido às condições meteorológicas excecionais, revelou o organismo.
Em comunicado, o CCL revela que estão no terreno equipas a responder aos danos já registados, sem contudo especificar quais, e deixa "uma palavra de solidariedade aos sócios com materiais afetados".
"Tendo em linha de conta as previsões meteorológicas adversas para os próximos dias nas zonas onde estão situados os nossos cinco parques de campismo, nomeadamente a expectável elevada precipitação que irá ocorrer nas respetivas zonas", a direção do CCL decidiu o encerramento dos parques.
De acordo com o organismo, as medidas são tomadas também devido ao nível de saturação dos solos "que já não aguenta mais absorção de água e que deixa as terras vulneravelmente instáveis para suportar as raízes do coberto arbóreo" e por "não se encontrarem garantidas as condições de segurança mínimas dos utentes".
Desta forma, em reunião o Conselho Diretivo deliberou o encerramento de todos os parques de campismo entre hoje e segunda-feira, referindo que nessa data "serão reavaliadas as condições de segurança e consequente abertura ou prorrogação do encerramento".
"A quem não tenha outra alternativa de pernoita e permaneça nos parques, ficará à sua inteira responsabilidade, declinando desde já o CCL qualquer responsabilidade que lhe possa ser imputada", lê-se na nota.
Fazem parte do CCL os parques da Costa da Caparica, da Costa Nova, de Almornos, Melides e Ferragudo.
Apoio à reconstrução. Verba para as famílias disponível "até segunda-feira"
Os bancos vão devolver as prestações já pagas desde o final de janeiro a clientes com moratórias. O governo anunciou a suspensão dos pagamentos dos créditos à habitação, durante três meses, para as famílias afetadas pela tempestade Kristin.
Câmara cancela Feira de Leiria este ano
A Câmara de Leiria não vai realizar este ano a tradicional Feira de Leiria, uma das maiores feiras francas do país, para direcionar os esforços na reconstrução do concelho gravemente afetado pelo mau tempo.
O autarca falava aos jornalistas após a reunião diária da Comissão Municipal de Proteção Civil, nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde foi montado o centro de operações.
Segundo Gonçalo Lopes, a decisão foi comunicada aos presidentes das juntas de freguesia, que "aceitaram e compreenderam".
"Muitas das ações que eles próprios tinham previsto para os próximos meses, que implicava organização de determinado tipo de eventos, irão também cancelá-los e direcionar o seu esforço para esta grande missão que é fazer reerguer Leiria", declarou Gonçalo Lopes.
A Feira de Leiria, que em 2025 atraiu quase 700 mil pessoas, inclui, entre outras atividades, concertos, carrosséis e gastronomia.
De acordo com informação do município, a história da Feira de Leiria remonta ao tempo do rei D. Afonso Henriques, que oficializou a feira numa carta foral concebida em 1142. Contudo, Leiria só recebeu a carta de feira anual em 1295, já no reinado de D. Dinis.
Séculos mais tarde, em 1928, a inauguração do caminho de ferro fez com que a Feira de Leiria atingisse maior atratividade, dimensão e importância, adiantou a autarquia.
O presidente da Câmara de Leiria adiantou que está a ser estudada a "isenção de algumas taxas", como ocupação de vias públicas, esplanadas ou rendas de habitações municipais que foram destruídas.
"Iremos apresentar uma proposta de isenção de algumas taxas desde o período em que aconteceu a catástrofe até ao final do ano ou até a situação estar ultrapassada", referiu, acrescentando que aumentou para 30 o número de casas prefabricadas que a autarquia comprou e que "vão ser entregues nos próximos dias".
Município de Leiria retirou 66 pessoas devido às cheias
Sessenta e seis pessoas foram retiradas de algumas localidades devido às cheias e na sequência da depressão Leonardo, que afetou algumas zonas do concelho, revelou hoje o Município de Leiria.
Segundo informação da autarquia liderada por Gonçalo Lopes, foram retiradas 45 pessoas na zona de São Romão e 21 na área da Ponte das Mestras.
Várias zonas estão hoje inundadas na cidade e zonas rurais de Leiria, e o foco "está nas cheias" depois de o concelho ter sido gravemente afetado pela depressão Kristin, revelou o vereador Luís Lopes.
"Temos já várias zonas inundadas, quer na cidade, quer nas zonas mais rurais", declarou aos jornalistas Luís Lopes, nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está o centro de operações do município.
Segundo o vereador que tem o pelouro da Proteção Civil, hoje de manhã foi antecipada "a necessidade de evacuações preventivas nalguns locais".
"Fizemos o pré-posicionamento dos botes dos Fuzileiros aqui em Leiria e vamos também fazer aqui neste mesmo quartel, para termos mais disponibilidade caso seja necessário", disse, adiantando que decorre, igualmente, o reforço do corte de vias em vários locais.
Estes cortes estão "todos associados ao rio Lis e ao rio Lena [este afluente do primeiro], o que se irá manter durante o dia", porque a previsão é a de que "os caudais só irão começar a reduzir a partir, provavelmente, das 16:00, 18:00".
Na cidade de Leiria, os locais que registam inundação são a zona da Escola Profissional de Leiria, onde "todo o estacionamento está alagado, que era algo que já era previsível".
Acresce a zona do Centro Nacional de Lançamentos e do Jardim da Almuinha Grande, a que se somam "grande parte dos campos de Lis que já estão muito condicionados", e a zona da Ponte das Mestras, na Barosa.
Segundo o autarca, "a noite foi, essencialmente, com muita precipitação, nomeadamente entre as 03:00 e as 05:00, e com muito vento", tendo sido registadas inundações em caves e garagens, e, novamente, "algumas quedas de estruturas e árvores que, depois dos últimos dias, já era expectável que acontecesse", dada a instabilidade e a saturação dos solos.
Na quarta-feira à noite, "algumas pessoas já foram retiradas" de casa.
"Pedimos para que não ficassem naqueles espaços, evitando, assim, a evacuação", referiu, adiantando que o foco das autoridades está nas cheias.
"O nosso foco neste momento está nas cheias. Portanto, apesar de termos um grande efetivo pelo concelho todo, ainda em retiradas de estruturas que, novamente, esta noite caíram, vamos manter o abastecimento de água às populações, que também é crítico, e vamos focar-nos na ocorrência de cheias, para minimizar o impacto das mesmas, sendo certo que é expectável que os caudais só comecem a reduzir a partir das 16:00", mas até lá Leiria vai "ter muitas zonas alagadas ainda", alertou.
Aos munícipes, pediu que parem de "arredar as grades e tirar as fitas [de sinalização]", porque só estão a colocar-se a elas mesmas em risco", e estão a desviar da Proteção Civil "recursos que são muito importantes para tudo o resto" que tem de ser feito.
Número de feridos no hospital de Leiria aumentou para 864
Os dados revelados indicam ainda que entre quarta-feira e hoje deram entrada 87 feridos, disseram à agência Lusa duas fontes presentes na reunião.
Figueiró dos Vinhos com 850 casas a precisar de intervenção rápida nas coberturas
Cerca de 850 casas do concelho de Figueiró dos Vinhos estão a precisar de intervenção rápida ao nível das suas coberturas, revelou hoje o presidente da Câmara, que identificou dificuldades para encontrar mão-de-obra e equipamentos elevatórios.
"Tenho 850 casas que foram objeto de destruição ao nível das coberturas, isto é, a precisarem de intervenção rápida", alertou Carlos Lopes.
Em declarações à agência Lusa, o autarca explicou que tanto o município, como os militares, bombeiros, voluntários e sapadores têm feito um esforço muito grande para acudir a estas situações de desespero.
"Já devemos ter neste momento 400 e tal pessoas com o problema, ainda que provisoriamente, resolvido. A nossa grande dificuldade, neste momento, é recrutar mão-de-obra que nos permita chegar ao máximo de casas e de problemas deste género", referiu.
A par da falta de mão-de-obra, o autarca identificou a ainda a necessidade de equipamentos elevatórios, que permitam chegar aos telhados.
De acordo com Carlos Lopes, na freguesia de Arega e também em Bairradas, a população continua a não ter fornecimento de energia.
Câmara de Vila Franca de Xira ativa plano municipal de emergência e proteção civil
Essa subida do nível da água do Rio Tejo prende-se "não propriamente por causa de pluviosidade (...), mas pelo facto de Espanha ter aberto as suas comportas e vir uma grande massa de água desde o país vizinho".
Catorze desalojados e 17 estradas cortadas em Torres Vedras
A depressão Leonardo deixou 14 pessoas desalojadas em Torres Vedras. Há 17 estradas cortadas. Durante a madrugada, população e bombeiros enfrentaram um cenário de caos.
Militares levaram os alunos de Ereira às escolas
Chuva voltou a provocar estragos em Leiria
A chuva forte da última madrugada voltou a provocar estragos em Leiria.
Foto: António Pedro Santos - Lusa
Portalegre. Várias ruas cobertas de lama
Dezenas de carros foram arrastados ou sofreram danos em Portalegre.
Foto: Nuno Veiga - Lusa
Leonardo provoca oito desalojados em Arruda dos Vinhos
As imagens de destruição chegam também de Arruda dos Vinhos. Várias casas foram atingidas pela depressão Leonardo e há oito desalojados.
Cidade de Alcácer do Sal quase submersa pelo Sado
Não há memória de tamanhas inundações em Alcácer do Sal. Quase 150 pessoas foram retiradas de casa desde ontem à noite. O presidente da República esteve lá esta quinta-feira e diz que é a situação mais grave do país.
Foto: António Antunes - RTP
Abrantes ordena evacuação de zonas baixas devido à subida dos níveis de água
- Rossio ao Sul do Tejo
- Cabrito
- Arrifana
- Rio de Moinhos
- Alvega
"As barragens estão neste momento a debitar 7.200m3/s que terão impacto nas zonas ribeirinhas dentro de três horas", lê-se na publicação feita às 13h11.
"Apelamos a que, por questões de segurança, desliguem os quadros elétricos quando a água estiver a entrar nas habitações", pede a autarquia.
Alcácer do Sal adia votação das presidenciais por uma semana
A decisão foi solicitada pela autarquia, por não estarem reunidas "as condições mínimas" para a realização do ato eleitoral no concelho A data da segunda volta das Presidenciais transita para 15 de fevereiro.
Câmara de Santarém determina "evacuação obrigatória" de zonas ribeirinhas
Nestas zonas ribeirinhas, a Câmara de Santarém determinou a evacuação obrigatória "nas próximas sete horas".
Outras zonas poderão ser afetadas com a evolução do aumento das cheias, nomeadamente Vale de Figueira (zona da Secágro) e Alfange.
Rio Maior com escolas fechadas na sexta-feira
"Face ao previsível agravamento das condições meteorológicas e à emissão de Aviso Vermelho de Cheia para a próxima noite e manhã, todas as escolas do concelho estarão encerradas amanhã, sexta-feira", adianta o município através das redes sociais.
Regulador proíbe cortes de luz por falta de pagamento nos concelhos afetados
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) proibiu os comercializadores de cortarem a luz por falta de pagamento aos clientes dos concelhos abrangidos pelo estado de calamidade e dispensou-os dos encargos de potência contratada.
Em comunicado, o regulador da energia determina que "o operador de rede de distribuição fica impedido de efetuar interrupções de fornecimento ou reduções de potência contratada por facto imputável ao cliente, como a falta ou a impossibilidade de pagamento, aos clientes em baixa tensão".
Este impedimento vigora até nova orientação a emitir pela ERSE durante o mês de fevereiro.
Adicionalmente, a entidade reguladora deliberou que os clientes afetados não pagarão os encargos de potência contratada devidos pelo uso de redes, "uma vez que este encargo paga a disponibilidade da rede, a qual foi afetada".
"Nestes casos, haverá para esses clientes um crédito na fatura correspondente ao valor da potência contratada da tarifa de acesso às redes", precisa.
A ERSE estabeleceu ainda que a estimativa do consumo de energia para o período de tempo em que os clientes tiveram o fornecimento de eletricidade interrompido devido à tempestade Kristin é nula, conforme previsto no Guia de Medição, Leitura e Disponibilização de Dados do Setor Elétrico.
Refere ainda que "a metodologia prevista regulamentarmente permite recorrer a consumos históricos para efetuar estimativas de consumo em períodos em que há interrupção de fornecimento", mas uma vez que a tempestade afetou o funcionamento dos contadores e da rede inteligente, "não é aceitável manter essa metodologia nesta situação excecional".
GNR de Castelo Branco pede à população que esteja alerta à presença de estranhos
A GNR de Castelo Branco apela à população afetada pela passagem da depressão Kristin na região para se manter atenta à presença de pessoas estranhas que peçam donativos ou que se façam passar por falsos funcionários.
"Em cenários de crise, poderá existir quem se aproveite da vulnerabilidade e da solidariedade alheia para obter benefício próprio", alerta, em comunicado, o Comando Territorial de Castelo Branco.
Nesse sentido, a GNR aconselha a população da sua área de influência a tomar medidas de autoproteção, mantendo-se atenta à presença de indivíduos que se façam passar por falsos funcionários e não permitam a entrada nas suas habitações.
"Evite, dentro do possível, deixar habitações ou outras infraestruturas vulneráveis e bens materiais, sem qualquer vigilância" e "suspeite de pessoas estranhas que solicitem donativos sem se identificar e explicar claramente o destino e a finalidade da contribuição", avisa a GNR.
Na nota, a GNR pede ainda para a população informar as autoridades em caso de suspeita.
Cheias obrigam à evacuação de zonas ribeirinhas em Salvaterra de Magos
O Município de Salvaterra de Magos determinou hoje a evacuação obrigatória, a partir das 19:00, de áreas ribeirinhas das localidades de Escaroupim e Porto de Sabugueiro, devido ao agravamento do risco de cheias.
Em comunicado, a autarquia informou que se prevêem "fortes situações de cheia e inundações", sobretudo nas zonas ribeirinhas e envolventes, apelando à população para seguir as orientações das autoridades.
A evacuação abrange as zonas mais baixas de Escaroupim, onde poderá ocorrer "isolamento parcial ou total", e toda a área do Porto de Sabugueiro.
A nota diz ainda que outras zonas do concelho situadas junto a rios ou linhas de água poderão igualmente ser afetadas.
Segundo o município, a situação está "sob acompanhamento permanente" pelos serviços municipais e por todos os agentes de proteção civil, referind ainda que os Serviços de Ação Social encontram-se no terreno a prestar apoio às populações potencialmente afetadas.
A Câmara Municipal apela à população para que adote medidas preventivas de salvaguarda de pessoas, animais e bens, recomendando que sejam evitadas deslocações desnecessárias e a circulação junto a linhas de água, zonas ribeirinhas e áreas inundáveis. A autarquia sublinha ainda que não devem ser atravessadas zonas alagadas, a pé ou em viatura.
O município aconselha igualmente a desobstrução de sistemas de escoamento de águas pluviais e a proteção de bens e equipamentos localizados em áreas suscetíveis a inundações, pedindo que a população acompanhe as atualizações oficiais do Município e da Proteção Civil.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
"Se estiver a conduzir, não atravesse estradas inundadas"
Os efeitos expectáveis do mau tempo “são as inundações em áreas urbanas, cheias, deslizamento de terras, o piso rodoviário escorregadio e com a formação de lençóis de água e, portanto, possíveis acidentes e galgamento na zona da orla costeira devido à ondulação marítima bastante elevada”, acrescentou.
Proteção Civil já registou 5.793 ocorrências
Há quatro localidades isoladas em Santarém, assim como uma localidade em Coimbra.
Seguro frisa que ninguém pode ser impedido de exercer direito de voto
“As pessoas têm todo o direito de votar. As pessoas que, infelizmente, por razões conhecidas, não poderão exercer o seu direito de voto neste domingo, então que lhes seja dada uma segunda oportunidade e que, conforme a lei, possam votar no domingo seguinte”, defendeu.
“Desejo que seja o menor número possível, porque isso também é bom para as pessoas, quer dizer que elas podem voltar à sua vida normal o mais rapidamente possível”, acrescentou.
O socialista disse ainda ser “claro para toda a gente” que “o Estado português não está preparado para reagir a situações desta natureza”.
“E tem de estar”, frisou.
Circulação de motas e veículos com lonas impedida na ponte 25 de Abril
“Este procedimento de segurança decorre das condições atmosféricas adversas que se fazem sentir, e será atualizado conforme se justificar”, lê-se em comunicado.
Como alternativa, é sugerida a utilização da ponte Vasco da Gama.
PSP interceta três homens que vendiam réplica de gerador em Leiria
Três homens foram intercetados pela Polícia de Segurança Pública (PSP) na cidade de Leiria quando vendiam uma réplica de gerador, declarou hoje à agência Lusa o comandante distrital, Domingos Urbano Antunes.
"Ontem [quarta-feira], intercetámos três cidadãos na posse de uma réplica de um gerador, ou seja, um equipamento incapaz de produzir energia", afirmou Domingos Urbano Antunes.
Segundo a PSP, os homens, pai e dois filhos, "foram identificados", e foi apreendido o equipamento e 200 euros em dinheiro.
"Já tinham vendido o alegado gerador por 800 euros", adiantou.
O comandante distrital garantiu que se continua a registar uma baixa criminalidade e sem "qualquer furto de geradores ou de combustível".
"Continuamos com o reforço do policiamento de visibilidade e com especial incidência no período noturno, dirigido a zonas comerciais e industriais, ainda muito expostas", prosseguiu.
Por outro lado, o responsável distrital da PSP referiu que "equipas reforçadas" continuam a fazer visitas domiciliárias a idosos, para aferir das "suas necessidades urgentes", além de que equipas afetas ao trânsito continuam a proceder a cortes de vias "para permitir a remoção de detritos e cortes de árvores".
Domingos Urbano Antunes apelou à população para estar muito atenta a tentativas de burlas, incluindo de pessoas que "se disponibilizam como voluntários para ajudar e, no fim, exigem dinheiro".
Já esta semana, o Comando Distrital de Leiria da PSP referiu ser "muito importante que as pessoas não se deixem iludir pelo excesso de disponibilidade e voluntarismo de pessoas estranhas", pedindo "para que identifiquem as pessoas e, sendo desconhecidas, chamem a polícia".
A PSP alertou "para falsos prestadores de serviços de construção, vendedores de materiais e equipamentos, em particular geradores, peritos de seguros, funcionários municipais ou de assistência social".
"Devem apenas aceitar ajudas de pessoas que tenham conhecimento e perfeitamente identificadas, e denunciem situações, procurando recolher dados fisionómicos e matrículas dos veículos utilizados por estas pessoas", recomendou a PSP, insistindo para que nunca permitam a entrada de estranhos em casa.
Conselheiro apela a emigrantes para que vão a Portugal averiguar danos
O vice-presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) apelou hoje aos emigrantes portugueses com habitações nas regiões afetadas pelo mau tempo que se desloquem às suas casas para identificarem os danos e iniciarem os processos de reconstrução.
Paulo Marques, com origens em Espite, no concelho de Ourém, uma das zonas mais atingidas pelas tempestades que afetam Portugal, disse à Lusa que visitou as zonas afetadas e que teve a oportunidade de ver o drama que estas populações estão a viver.
Esta região, adiantou, é berço de muitos portugueses que, como ele, emigraram, sobretudo para a Europa, nomeadamente França, Suíça e Luxemburgo.
"Uma cena dramática. Não pensava ver o que vi", desabafou, afirmando que manteve ainda contactos com vários elementos das autarquias e freguesias locais, com quem se inteirou da dimensão dos danos.
As comunicações têm-se revelado uma grande dificuldade e uma das razões para Paulo Marques considerar que os portugueses que vivem no estrangeiro, e têm casas nas zonas afetadas, se devem deslocar ao país de origem, pois só assim poderão conhecer a dimensão da destruição.
Enquanto presidente da Associação de Autarcas de Origem Portuguesa (CIVICA) em França, Paulo Marques sabe que milhares de autarcas portugueses neste país já informaram os seus munícipes de origem, no sentido de verificarem se a zona de onde são oriundos, onde têm habitações, está sinistrada.
Contudo, muitos portugueses que moram no estrangeiro não têm acesso a qualquer comunicação com Portugal, nomeadamente nas zonas mais afetadas.
Paulo Marques disse que já existem portugueses emigrados a chegar a Portugal com o objetivo de identificarem os danos das suas habitações e terrenos e alguns já começaram mesmo os trabalhos de reconstrução.
"A deslocação é essencial para verificarem os seus bens", para "poderem pôr em segurança as suas habitações face às intempéries que sucedem atualmente", mas também para iniciar os procedimentos de identificação dos danos, processos de seguros, preenchimento de documentos com vista a eventuais apoios.
E sublinhou: "São os nossos pais, são os nossos avós e de facto temos que ter também essa atenção de que, com uma pensão mínima muito, muito fraca, não vão ter meios para poder responder a uma reabilitação das suas casas".
Sobre os apoios que possam vir a ser atribuídos pelo Estado português para a reconstrução das casas destruídas pela intempérie, o vice-presidente do CCP disse que é provável que também incluam as habitações dos emigrantes.
No ano passado, as casas dos emigrantes portugueses atingidas pelos fogos foram inicialmente excluídas dos apoios públicos, por não serem primeira habitação.
Contudo, e após vários protestos, nomeadamente do CCP, o Governo incluiu os emigrantes portugueses afetados nos incêndios do último verão para efeitos de indemnização por perdas em terrenos agrícolas, equipamentos ou outras construções.
Arruda dos Vinhos regista 8 desalojados e vão ser retiradas mais pessoas das casas por precaução
Guarda envia equipa de dez técnicos para dar apoio à Marinha Grande
A Câmara da Guarda vai enviar hoje uma equipa de apoio para ajudar as populações afetadas pela depressão Kristin na Marinha Grande, anunciou a autarquia.
"Na sequência dos graves impactos provocados pela depressão Kristin na região de Leiria, o município da Guarda envia ainda hoje uma equipa de apoio para a Marinha Grande, com viaturas operacionais, ferramentas e materiais (como lonas), para ajudar as populações afetadas", referiu a autarquia numa nota enviada à agência Lusa.
A ação está a ser desenvolvida em articulação com a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, a Câmara Municipal da Marinha Grande, a Santa Casa da Misericórdia da Marinha Grande e a Estrutura de Missão para as Zonas Afetadas pela Depressão Kristin, de forma a garantir "uma resposta coordenada no terreno".
Segundo a mesma nota, da Guarda vão ser enviados dez elementos, entre eletricistas, serralheiros, canalizadores, técnicos e operacionais do município.
A equipa irá "proceder ao levantamento das necessidades mais urgentes e intervir logisticamente no apoio às populações".
Posteriormente, a Câmara da Guarda irá solicitar a colaboração de empresas e entidades do concelho para a cedência de materiais a encaminhar para a Marinha Grande.
Proteção Civil aciona alerta vermelho após duplicação do caudal do Tejo
A Proteção Civil ativou hoje o alerta vermelho para a bacia do Tejo devido à subida abrupta do caudal, provocada pelas descargas das barragens, o que coloca em risco zonas ribeirinhas e impõe medidas preventivas no distrito de Santarém.
"Até às 05:00 tínhamos apenas informações sobre caudais que seriam debitados nas barragens do Fratel, Pracana e Castelo de Bode, com um acumulado em Almourol de cerca de 3.500 metros cúbicos por segundo [m³/s]. Durante a madrugada, o cenário inverteu-se e já ultrapassámos 7.400 m³/s. Por isso, foi decretado o alerta vermelho", disse à Lusa o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém, Manuel Jorge Valamatos.
O agravamento do estado de alerta para nível vermelho, o mais elevado de uma escala de quatro, indica risco extremo de inundações e cheias significativas devido ao mau tempo, à subida dos caudais e às descargas das barragens, com possibilidade de inundação de áreas habitualmente críticas, deslizamentos de terras e derrocadas, e implica a mobilização imediata de meios de proteção civil.
"Desde as 9:00 estamos a trabalhar com todas as estruturas de proteção civil, GNR e PSP para regular trânsitos e minimizar prejuízos a bens e pessoas. As previsões indicam que os caudais vão continuar a subir nas próximas horas", acrescentou Valamatos.
Câmara de Coruche alerta para risco de galgamento do muro de proteção da vila
A Câmara de Coruche alertou hoje para a possibilidade de galgamento do muro de proteção da vila devido ao mau tempo, pedindo à população que remova bens das zonas ribeirinhas e evite permanecer junto ao rio Sorraia.
Em comunicado, o município recomenda aos residentes e proprietários com viaturas ou outros bens em áreas próximas da margem que os desloquem "com a maior brevidade possível" para locais mais elevados, de forma a prevenir "danos materiais e garantir a segurança de pessoas e bens".
A autarquia solicita também que os estabelecimentos comerciais situados na zona baixa da vila encerrem "logo que possível" e adotem medidas adicionais de proteção.
Segundo o município, os serviços municipais encontram-se no terreno, em articulação com a Proteção Civil, prestando apoio humano e logístico e disponibilizando material de proteção para habitações localizadas em áreas potencialmente afetadas.
A Câmara de Coruche, no distrito de Santarém, informa ainda que o pavilhão desportivo da Escola EB 2/3 Dr. Armando Lizardo está aberto para acolher população que eventualmente necessite de abandonar as habitações.
O município reforça o apelo para que sejam adotados comportamentos de segurança e autoproteção, nomeadamente evitar deslocações às zonas ribeirinhas e cumprir todas as indicações das autoridades.
A situação está a ser monitorizada "permanentemente", acrescenta a autarquia, que promete divulgar novas informações sempre que necessário.
Derrocada em Cinfães desaloja duas pessoas e corta estrada municipal
Duas pessoas ficaram hoje desalojadas e a Estrada Municipal 1025 ficou cortada, em Tendais, devido a uma derrocada de um talude que "levou tudo à frente", disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Cinfães.
"Temos duas pessoas, um casal com mais de 70 anos, que ficou desalojado e a Câmara realojou-os numa pensão, mas felizmente não há feridos a registar", disse à agência Lusa o presidente de Cinfães, Carlos Cardoso.
O autarca avançou que "a derrocada aconteceu durante a noite, porque choveu muito, e continua a chover imenso e os colos já não têm capacidade de retenção da água".
"E dá-se um escorregamento de um talude desde a Estrada Nacional 222 (EN222) até à localidade de Vila de Muros e levou tudo à frente", relatou Carlos Cardoso.
Esta `avalanche` de "água e terra levou, inclusive uma casa, que estava devoluta, e tudo mais que apanhou" na encosta da serra de Montemuro, na localidade da freguesia de Tendais, concelho de Cinfães, distrito de Viseu.
"A Estrada Municipal 1025 (EM1025) ficou toda danificada e, claro, cortada ao trânsito, e temos uma quantidade de estragos enorme. Há uma série de propriedades com danos. Tudo o que estava à frente desapareceu, ficou no leito do rio", indicou.
Carlos Cardoso adiantou ainda que, em alternativa de circulação à EM1025, "só indo à volta, pela EN222".
Na rede social Facebook, a Junta de Freguesia de Tendais, a propósito desta derrocada, alertou para "o perigo na EN 321, no km 31, na zona superior da aldeia de Vila de Muros, onde a circulação deve ser feita com precaução".
Dez pessoas retiradas de casa devido a inundações em Óbidos
Dez pessoas foram retiradas de casas inundadas, em Óbidos, concelho onde todos os rios e ribeiras transbordaram devido a uma descarga da barragem que interditou várias estradas e inundou hectares de campos agrícolas, informou a Câmara.
"Temos cerca de 10 pessoas que tivemos que retirar das suas casa, na zona mais baixa, junto da Rua da Biquinha, por as habitações terem ficado inundadas, algumas com água a entrar pelas janelas", disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Óbidos, Filipe Daniel.
Depois de, há nove dias, a depressão ter "assolado bastante o território, com algumas situações de quedas de árvores, telhados, levantamento de telhados e coberturas, além de danos de quedas de árvores sobre habitações", a depressão Leonardo provocou esta madrugada um "cenário de devastador de água por todo, desde a Lagoa até Óbidos, passando pela Amoreira, Vau, Sobral da Lagoa", afirmou.
Além da chuva, a situação foi agravada pelo facto de a Barragem do Arnóia ter feito uma descarga, em virtude de ter " um mecanismo de segurança que, a partir dos 31,45 metros de altura do nível de água, que aciona um mecanismo de abertura automático das suas comportas".
Os dois rios que atravessam o concelho (Arnóia e Real) "galgaram as margens, tal como todas as ribeiras" o que resultou em perto de uma dezena de estradas, municipais e nacionais, cortadas, entre as quais a Nacional 8, que liga este concelho a Caldas da Rainha.
Embora se registem "algumas derrocadas" e os serviços estejam a avaliar as interdições de estradas" não há nenhuma povoação isolada "mas, segundo o presidente, "há hectares e hectares de terrenos agrícolas inundados, com prejuízos incalculáveis para muitas famílias tem a agricultura como único meio de subsistência".
O autarca teme que grande parte da população "ficará afetado pelo menos meio ano, perdendo uma ou duas épocas de culturas, nomeadamente nos hortícolas, também com graves prejuízos no âmbito da fruticultura".
Filipe Daniel disse à Lusa que "apenas as pessoas mais velhas tem memória de uma situação desta dimensão, só comparável a inundações que ocorreram em 2006" quando a barragem não tinha ainda o mecanismo de armazenamento de água autorizado e, portanto, não se conseguia fazer essa gestão de água".
Marcelo admite que alguns municípios decidam adiar as eleições presidenciais
O presidente da República, Marcelo Rebelo Sousa, lembrou esta quinta-feira que a lei permite, em caso de estado de calamidade, o adiamento do ato eleitoral nas zonas afetadas pela tempestade.
"A palavra decisiva é do presidente de Câmara, ou da presidente de Câmara, não é nem do presidente da República, nem do Governo, nem da Assembleia da República", disse, acrescentando que "não havendo condições, está lá previsto, em caso de calamidade, exercer esse poder e, portanto permite, que as eleições sejam oito dias depois, sete dias depois".
Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, onde se encontra de visita, numa altura em que a baixa da cidade alentejana está inundada desde a quarta-feira da semana passada.O chefe de Estado admitiu, por outro lado, fazer uma comunicação ao país no sábado, apelando ao voto.
"Não nestas circunstâncias aqui vividas (em Alcácer do Sal), mas noutros pontos do país em que possa ter chovido, ou chova, mas em que há condições para poder votar", disse, acrescentando: "Se for assim eu poderei vir, porventura, com a evolução da situação, a fazer um apelo breve ao voto.
Leiria cria terminal rodoviário provisório junto às piscinas municipais
Um terminal rodoviário provisório foi criado em Leiria pelo município para servir a população que usa transportes públicos, depois da infraestrutura principal ter sido destruída na sequência da depressão Kristin.
A estrutura temporária está instalada junto às piscinas municipais, perto do novo Terminal Intermodal de Leiria, atualmente em construção.
Segundo o município de Leiria, o terminal rodoviário provisório entra em funcionamento na sexta-feira, permitindo a desativação do serviço na avenida Heróis de Angola, onde a estrutura cedeu completamente, na madrugada no dia 28 de janeiro.
Numa tenda gigante, o novo espaço temporário vai servir o transporte público coletivo nacional, interurbano e urbano.
No total, vão funcionar 12 linhas para autocarros, com zona de passageiros, bilheteira, instalações sanitárias, serviços administrativos e tecnologia digital para informação sobre horários, acrescenta a autarquia.
Complementarmente, também existirá no terminal uma nova praça de táxis, mantendo-se, contudo, a existente junto ao Teatro José Lúcio da Silva.
A Câmara de Leiria alerta que, devido aos constrangimentos de trânsito causados pela precipitação que se tem verificado, "e que continuará para os próximos dias", poderá haver atrasos no cumprimento dos horários.
Cerca de 45 viaturas foram danificadas quando o teto do terminal rodoviário de Leiria desabou no dia 28 de janeiro.
Desde então, o serviço da Rodoviária do Lis está a ser prestado na parte de fora do edifício, onde se faz a entrada e saída de passageiros.
Água da rede pública imprópria para consumo em 12 localidades da Batalha
A água da rede pública está temporariamente imprópria para consumo humano em várias localidades do concelho da Batalha, distrito de Leiria, devido às cheias que ocorreram na madrugada de hoje, anunciou a Câmara Municipal.
Num aviso à população publicado nas suas redes sociais, a autarquia alertou que "a água da rede não deve ser utilizada para beber, cozinhar ou higiene oral, até nova comunicação".
"As entidades competentes estão a acompanhar a situação e serão prestadas novas informações assim que estejam reunidas as condições de segurança".
As localidades afetadas são Golpilheira, Casal Mil Homens, Cividade, Garruchas, Colipo, Alcaidaria, Rio Seco, Celeiro, Casal Quinta, Golfeiros, Cela e Casal Novo.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
IP3 cortado nos dois sentidos devido a derrocada em Almaça
A GNR de Coimbra confirmou à agência Lusa que a circulação foi cortada nos dois sentidos desde as 10h30 desta quinta-feira.
"Não temos previsão para a sua reabertura. Tratou-se de uma derrocada da escarpa lateral, que originou a queda de pedras", afirmou a GNR.
Os desvios do trânsito estão a ser feitos pela Estrada Nacional (EN) 2 em direção à Barragem da Aguieira; pelo Itinerário Complementar (IC) 6 e pela EN 234 em direção ao Luso.
Caldas da Rainha. Vila de A dos Francos praticamente isolada
O repórter Nuno Amaral passou por esta vila e registou o sentimento da população que ali vive.
Retomada circulação na Linha do Norte entre Castanheira do Ribatejo e Alverca
A circulação ferroviária na Linha do Norte no troço entre a Castanheira do Ribatejo e Alverca, concelho de Vila Franca de Xira, Lisboa, que estava suspensa devido a inundação da via, foi retomada às 11h00, segundo a CP.
Numa informação enviada à Lusa, a CP -- Comboios de Portugal indica que devido a diversas ocorrências provocadas pelo mau tempo continua suspensa a circulação na Linha da Beira Baixa, entre o Entroncamento e Castelo Branco, nos Urbanos de Coimbra e na Linha do Norte os longo curso em Alfarelos (Coimbra).
Segundo a empresa, na Linha da Beira Alta estava hoje de manhã a realizar-se o serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda com recurso a material circulante diferente do habitual.
Na Linha do Norte, estão a ser efetuados os serviços regionais entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Castanheira do Ribatejo.
Já na Linha de Cascais, mantinha-se às 11:00 a circulação entre Algés e Oeiras em via única
A circulação ferroviária continua suspensa na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, Linha do Oeste e Linha do Sul, entre Ermidas do Sado e Grândola, realizando-se transbordo rodoviário ao serviço de longo curso.
Portugal continental está a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo com chuva persistente e por vezes forte e vento, tendo sido emitidos avisos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos.
Acidente de trabalho provocado pelo vento. Homem em estado grave em Porto de Mós
De acordo com o Comando Territorial de Leiria da GNR, o operador, com 40 anos, encontrava-se "numa grua com cesta", com equipamentos adequados de proteção individual, numa empresa em Calvaria de Cima.
"Com o vento forte, foi projetado, embatendo com violência numa parede", adiantou a mesma fonte. O trabalhador, considerado ferido grave, foi transportado para o Hospital de Santo André, em Leiria.
Marcelo pondera sobre declaração ao país de apelo ao voto
Mapa dos constrangimentos ferroviários
De acordo com uma atualização das 10h00, e devido ao mau tempo, verificam-se constrangimentos em alguns serviços/ linhas.
- Linha da Beira Baixa - circulação suspensa entre Entroncamento e Castelo Branco
- Linha da Beira Alta - realiza-se serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda com recurso a UTE
- Linha do Norte - realizam-se os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure
- Linha do Norte - devido às inundações em Alfarelos, está suspensa a circulação do Longo Curso
- Urbanos de Lisboa - circulação suspensa entre Alverca e Castanheira do Ribatejo
- Linha de Cascais - circulação entre Algés e Oeiras a ser feita em via única
- Urbanos de Coimbra - circulação suspensa
- Linhas suspensas
- Linha do Douro - entre Régua e Pocinho
- Linha do Oeste
- Linha do Sul - entre Ermidas do Sado e Grândola, realizando-se transbordo rodoviário ao serviço de Longo Curso.
Depressão ibérica. Leonardo multiplica estragos em Espanha
Chuva, ondulação marítima e ventos fortes são as previsões para os próximos dias em toda a Península Ibérica. Em Espanha, sete comunidades estão sob aviso laranja e uma pessoa encontra-se desaparecida devido ao mau tempo.
As chuvas “extraordinariamente abundantes”, como descreve a Agência Estatal de Meteorologia (AEMET) de Espanha, têm-se sentido nos últimos dias em todo o território do país vizinho e prevê-se que o quadro se mantenha nas zonas oeste, centro e sul do país, pelo menos até sábado.
As condições meteorológicas adversas já provocaram o desaparecimento de uma mulher, após uma queda no Rio Turvilla, no município de Sayalonga, em Málaga.Segundo o relato de outra mulher, citado pelo jornal El País, ambas tinham saído para passear os cães quando o animal da vítima caiu no curso de água e ao tentar resgatá-lo, a mulher acabou por ser arrastada pela corrente.
As operações de busca continuam no terreno. A Guarda Civil está a coordenar os trabalhos, com o apoio de especialistas do Grupo de Resgate e Intervenção em Montanha (Greim) e de equipas de atividades subaquáticas. Participam ainda agentes da Polícia Local, elementos do Consórcio Provincial de Bombeiros e voluntários da Proteção Civil, de acordo com fontes do Instituto Armado citadas pelo mesmo jornal.
Todo o território espanhol está sob alerta devido à chuva e ao vento forte, com exceção da Catalunha e do País Basco. Esta quinta-feira foi decretado aviso laranja para as províncias de Almería, Córdoba, Granada, Jaén e Málaga por motivo de vento forte e agitação marítima. O mesmo aconteceu em Ávila e Cáceres, por precipitação acumulada.
A situação meteorológica de alto risco estende-se ainda a Albacete, onde se teme o vento forte, e em A Coruña, Pontevedra e Múrcia, devido ao estado do mar.
Nas Ilhas Baleares, estão previstos avisos costeiros a partir do meio-dia.São sete as comunidades autónomas de Espanha sob aviso laranja: Andaluzia, Baleares, Castela e Leão, Castela-La Mancha, Extremadura, Galiza e Região de Múrcia.
Estão mais de 150 estradas cortadas em todo o país em consequência da passagem da depressão Leonardo, sendo que 140 destas pertencem à comunidade de Andaluzia. Localizada na costa sul do país ibérico, a região, que está sob alerta vermelho desde quarta-feira, tem sido a principal afetada pelo mau tempo.
Mais de 3.500 pessoas ficaram desalojadas, retiradas de casa por precaução, há problemas na distribuição de energia e as escolas foram encerradas em praticamente toda a região de Andaluzia, onde a Proteção Civil registou mais de 6.200 ocorrências ao longo do dia de quarta-feira.
Entretanto, o aumento dos caudais de água, provocado pelo arrastamento de sedimentos devido à chuva intensa, está também a gerar preocupação noutras zonas do país. Em Guadix, a Câmara Municipal alertou, na noite de quarta-feira, para que a população evite consumir ou cozinhar com a água da rede pública até novo aviso.
Na manhã desta quinta-feira, a autarquia informou que os depósitos foram limpos durante a noite, mas a recomendação mantém-se até serem conhecidos os resultados das análises, que deverão ser realizadas ao longo desta quinta-feira.
Cruz Vermelha Portuguesa distribui cerca de 10 mil lonas
A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) está a distribuir até ao final da semana cerca de 10 mil lonas para apoiar as famílias cujas habitações ficaram parcialmente danificadas na sequência da tempestade Kristin, informou hoje a instituição.
"A CVP está a distribuir as lonas destinadas à proteção provisória de telhados e estruturas expostas, mitigando riscos de infiltrações e agravamento dos danos, numa fase crítica marcada pela instabilidade das condições meteorológicas, priorizando as regiões mais afetadas pela Tempestade Kristin: Leiria, Coimbra, Médio Tejo, Oeste e Beira Baixa", é referido na nota.
A distribuição das lonas está a ser realizada em articulação com as estruturas locais da CVP e as entidades de Proteção Civil, assegurando prioridade às situações de maior vulnerabilidade e necessidade imediata.
A CVP realça que as lonas são um "recurso essencial para minimizar infiltrações, proteger bens e garantir condições mínimas de segurança e habitabilidade, enquanto decorrem as avaliações técnicas e as intervenções definitivas de reparação das habitações".
"Para centralizar os apoios e garantir transparência na utilização dos recursos, a CVP mantém ativo o Fundo Nacional de Emergência através da plataforma "Portugal Precisa de Si", disponível em: https://apoiar.cruzvermelha.pt/portugalprecisadesi", segundo a nota.
Esta plataforma permite, de acordo com a CVP, direcionar, de forma rápida e flexível, os donativos para as necessidades mais urgentes identificadas no terreno, nomeadamente apoio humanitário imediato, recuperação de meios essenciais e reforço da capacidade operacional.
Esta resposta conta também com o apoio específico da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação Ageas, cujos donativos foram destinados exclusivamente à aquisição de lonas para proteção de habitações afetadas.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Imagens da Força Aérea em Figueira da Foz, Santarém e Castelo de Bode
Há passageiros que esperam na Linha da Azambuja desde as 7h00
“Já estou daqui desde as 7 horas e aguardo pelo menos que haja um comboio pelas 10h00”, contou à Antena 1 a passageira Ana Sanches, em Castanheira do Ribatejo, que trabalha como enfermeira num hospital em Lisboa.
A testar a própria paciência, uma outra passageira referia que apanhou o Interregional por volta das 6h30 no Entroncamento, sendo obrigada a sair em Castanheira por volta das 7h00. Já na segunda-feira teve problemas: inundações na Linha da Azambuja atrasaram a chegada ao trabalho num lar de idosos, entrando às 11h30 e não às 8h00.
Por aqui há um oásis de informação. As pessoas apenas são informadas das supressões pelos altifalantes. Os passageiros aproximam-se do microfone da Antena 1 para se queixarem do estado desta interface: o café está fechado, dois ecrãs da estação não funcionam há semanas e caem pingos de água dentro da estação - chegam a formar-se poças quando não há baldes para suster a água.
Apenas por volta das 10h00 foi anunciado que o comboio Interregional parado na linha em Castanheira regressaria a Tomar. De resto, a circulação nos urbanos apenas se mantém entre Alverca e Alcântara-Terra, em Lisboa.
Restabelecida ligações fluviais feitas pela Transtejo
As ligações fluviais da Transtejo entre as estações de Cacilhas e Cais do Sodré e entre Trafaria, Porto Brandão e Belém, foram restabelecidas devido à melhoria das condições meteorológicas e do mar.
Arruda dos Vinhos. Doze casas danificadas e em risco de ruir
"Mais de meia dúzia de casas ficaram com muitos danos e vão ruir e numa oficina vários carros ficaram soterrados" devido a um aluimento de terras, indicou o presidente da Câmara em declarações à agência Lusa.
Cerca de 12 moradores foram retirados por precaução na quarta-feira e ficaram desalojados e foram realojados em casas municipais ou de familiares.
A Estrada do Lapão está "completamente intransitável", devido a um aluimento de terras, provocado pela precipitação persistente dos últimos dias.
Europeus apontam falta de preparação para lidar com alterações climáticas que afetam a maioria dos cidadãos da UE
Os cidadãos europeus estão seriamente preocupados com os impactos das alterações climáticas, de acordo com os resultados de um inquérito à escala europeia publicado pela Agência Europeia do Ambiente (AEA) e pela Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho (Eurofound).
O relatório baseia-se num inquérito online realizado pela Eurofound no ano passado, que envolveu mais de 27 000 inquiridos de 27 países europeus. Apresenta as experiências sobre os impactos das alterações climáticas, as preocupações sobre os impactos futuros e as medidas de resiliência que tomaram em suas casas, bem como as medidas que sabem que estão a ser implementadas nas áreas onde vivem.
As conclusões do inquérito sublinham que, para garantir a prosperidade e o bem-estar da sociedade europeia num clima em rápida mutação, é necessária a aplicação generalizada de medidas de prevenção e preparação contra os impactos climáticos. Isto significa também que será necessário reforçar a preparação a nível dos agregados familiares para permitir que consigam fazer face aos impactos e garantir que estas ações sejam acessíveis e socialmente equitativas para que ninguém fica para trás.Maioria dos cidadãos da UE sente os efeitos da crise climática
O inquérito revela que quatro em cada cinco inquiridos já sofreram pelo menos um impacto relacionado com o clima (calor, inundações, incêndios florestais, escassez de água, vento, picadas de mosquitos/carraças) nos últimos cinco anos. Além disso, mais de metade dos inquiridos está muito ou bastante preocupada com temperaturas extremamente elevadas no futuro e sente-se muito ou bastante preocupada com os incêndios florestais.
As conclusões refletem numerosos estudos, incluindo a Avaliação Europeia dos Riscos Climáticos (EUCRA), que apontam para riscos climáticos críticos para a saúde das pessoas, o ambiente construído, as infraestruturas e os ecossistemas na Europa. A gestão dos riscos climáticos atuais e futuros é reconhecida na política da UE como essencial para manter a prosperidade da Europa e a qualidade de vida dos seus habitantes. O trabalho foi efetuado em conjunto com parceiros do Observatório Europeu do Clima e da Saúde.
O relatório baseia-se em dados recolhidos através do inquérito eletrónico anual da Eurofound "Living and Working in the EU". Em 2025, o inquérito incluiu um conjunto de perguntas sobre os impactos climáticos sentidos no passado, as preocupações com o futuro e as acções de resiliência. O inquérito é realizado anualmente no âmbito das actividades do Observatório Europeu do Clima e da Saúde (Climate-ADAPT) para apoiar as políticas europeias de adaptação às alterações climáticas centradas na saúde e no bem-estar.
Presidente acompanha situação em Alcácer do Sal, a "a mais grave" do país
Exército em pré-posicionamento na bacia do Mondego
O Exército Português mantém o dispositivo de apoio às populações, com presença em 19 municípios de cinco distritos.
Face ao risco associado à Bacia Hidrográfica do Mondego, o Exército efetua o pré-posicionamento de meios para eventual emprego no terreno.
Está ainda ativada uma Equipa de Informação Geoespacial, disponibilizando cartografia e produtos satélite para acompanhamento permanente das áreas inundadas e apoio ao planeamento operacional.
Caldas da Rainha. Acessos intransitáveis levam ao fecho de duas escolas
A informação foi confirmada pelo presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Vítor Marques, em declarações à agência Lusa.
Hospital de Portalegre ativa Plano de Emergência por danos nos acessos
De acordo com o porta-voz da ULS, Ilídio Pinto Cardoso, o plano foi ativado porque "alguns dos acessos ao hospital estão interditados e porque podem ainda ocorrer várias situações" provocadas pelo mau tempo.
Estradas condicionadas e interditas no Baixo Alentejo
O Serviço Municipal de Proteção Civil de Moura informou no ponto de situação das 8h30 que existem várias estradas condicionadas e interditas em todo o Baixo Alentejo.
- EM 538 Moura / Barca – INTERDITA (Monte Ameixial)
- ER 255 Ponte do Ardila – CONDICIONADA
- EN2 Carregueiro – CONDICIONADA
- EM527-2 Corte Vicentianes / Monte Velhos – INTERDITA
- EN383 Aljustrel / Montes Velhos – INTERDITA
- EM1044 Jungeiros / Alvalade Sado – INTERDITA
- EM527 Ervidel / Monte Velhos – INTERDITA
- EM530 Rio de Moinhos / Messejana – INTERDITA
- ER261 Rio de Moinhos / Alvalade Sado – CONDICIONADA
- Alvito
- EM524 Alvito / Alfundão – INTERDITA
- FERREIRA DO ALENTEJO
- EM526 Ferreira do Alentejo / Montes Velhos – INTERDITA
- EN259 Ferreira do Alentejo / Rotunda Acesso A26 – INTERDITA
- EN259 Ponte de Santa Margarida do Sado – INTERDITA
- Serpa
- EN392 Km 74 Vale Vargo / Pias – INTERDITA (Jusante da Barragem Enxoé)
- EM518 Cruzamento Mina Orada – Pedrogão – INTERDITA
- Cuba
- EN 258-1 Cuba / Vila Ruiva – CONDICIONADA
- CM Estrada da Xancra Cuba / São Matias – INTERDITA
- CM 1030 EN 387 / CM 1008 – INTERDITA
- EN 387 Faro do Alentejo / Peroguarda – INTERDITA
A Proteção Civil apela ainda à população que efetue apenas deslocações essenciais.
Mais de 100 estradas cortadas, a maioria estradas nacionais e municipais
Fonte oficial da GNR disse à agência Lusa que os condicionamentos na A14 localizam-se na saída para Maiorca e nos `nós` de ligação à A17 de Casal do Raposo e Ferrestelo.
Há também cortes em Itinerários Complementares (IC); no IC9, em Alcobaça e em vale dos Ovos, e um no IC1, em Grândola.
Registaram-se ainda condicionamentos em 77 estradas nacionais e em 66 estradas municipais por todo o país.
Crise climática leva a colapso? "Não podemos resgatar a Terra como fizemos com os bancos"
Os Estados e as instituições financeiras utilizam modelos que ignoram choques de eventos climáticos extremos. Diagnóstico de um relatório da Universidade de Exeter e do centro de reflexão Carbon Tracker Initiative.
Mas os atuais modelos económicos utilizados pelos governos e pelas instituições financeiras ignoram completamente estes choques, revelaram os investigadores, prevendo, em vez disso, que o crescimento económico estável será abrandado apenas pelo aumento gradual das temperaturas médias.
Isto porque os modelos assumem que o futuro se comportará como o passado, apesar da queima de combustíveis fósseis estar a conduzir o sistema climático para um território desconhecido.
Pontos de viragem, como o colapso de correntes atlânticas críticas ou da camada de gelo da Gronelândia, teriam consequências globais para a sociedade. Alguns países estão nos seus pontos de viragem, ou muito próximos deles, mas o momento exato é difícil de prever.
Os desastres climáticos extremos combinados podem dizimar as economias nacionais, advertem investigadores da Universidade de Exeter e do think tank financeiro Carbon Tracker Initiative.
O relatório, intitulado “Recalibrar o Risco Climático”, conclui que os governos, os reguladores e os gestores financeiros devem prestar muito mais atenção a estes riscos de alto impacto, mas de baixa probabilidade, porque evitar consequências irreversíveis reduzindo as emissões de carbono é muito mais barato do que tentar lidar com elas.
“Não estamos a lidar com ajustes económicos controláveis”, afirmou ao jornal britânico The Guardian Jesse Abrams, da Universidade de Exeter.
“Os cientistas climáticos que entrevistámos foram inequívocos: os modelos económicos atuais não conseguem captar o que mais importa – as falhas em cascata e os choques cumulativos que definem o risco climático num mundo mais quente – e podem minar os próprios fundamentos do crescimento económico”, acrescentou.
Segundo Jesse Abrams, “para as instituições financeiras e decisores políticos, trata-se de uma leitura fundamentalmente errada dos riscos que enfrentamos”.
“Estamos a pensar em algo como a crise de 2008, mas da qual não conseguiremos recuperar. Uma vez que tenhamos um colapso do ecossistema ou um colapso climático, não poderemos resgatar a Terra como fizemos com os bancos”.
Para Mark Campanale, CEO da Carbon Tracker, “o resultado líquido de um aconselhamento económico com falhas é a complacência generalizada entre investidores e decisores políticos. Há uma tendência em certos departamentos governamentais para trivializar os impactos do clima na economia para evitar tomar decisões difíceis hoje em dia. Este é um grande problema – as consequências do atraso são catastróficas”.
Já Hetal Patel, do Phoenix Group, que gere cerca de 300 mil milhões de libras (cerca de 346 mil milhões de euros) em investimentos a longo prazo para os seus clientes, considera que, “subestimar o risco físico não só distorce as decisões de investimento, como também minimiza as consequências no mundo real que, em última análise, afetarão a sociedade como um todo”.Os especialistas previram em 2025 que a economia global poderia enfrentar uma perda de 50 por cento do PIB entre 2070 e 2090 devido a choques climáticos catastróficos, um valor muito superior às estimativas anteriores.
O novo relatório baseou-se em pareceres de 68 cientistas climáticos de instituições de investigação e agências governamentais do Reino Unido, Estados Unidos, China e outros nove países.
Uma das principais conclusões foi que, embora a modelação económica associe tradicionalmente os danos climáticos às alterações das temperaturas médias, as sociedades e os mercados sofrem mais com eventos extremos, como ondas de calor, inundações e secas.
Outra conclusão foi a de que o PIB pode mascarar o custo total dos danos climáticos, ao não contabilizar as mortes e doenças, as perturbações sociais e a degradação dos ecossistemas. O Produto Interno Bruto (PIB) pode, inclusive, aumentar após desastres devido aos gastos com a recuperação, acrescentaram os investigadores.
Os especialistas afirmaram que, em vez de se esperar por modelos de risco perfeitos, deve ser dada maior ênfase aos eventos extremos, e não apenas às estimativas centrais, e à vulnerabilidade de todo o sistema financeiro.
Os investidores devem também acelerar a transição para longe dos combustíveis fósseis como uma obrigação fiduciária para evitar grandes perdas futuras, acrescentou Mark Campanale.
Segundo Laurie Laybourn, da Strategic Climate Risks Initiative, “estamos a experienciar uma mudança paradigmática na velocidade, escala e gravidade dos riscos impulsionados pela crise climática e ambiental. No entanto, muitas regulamentações e ações governamentais estão perigosamente desligadas da realidade".
Mau tempo faz aumentar para 86 mil o número de clientes sem energia elétrica
No balanço anterior, estimava-se que 76 mil clientes continuassem sem energia elétrica, ainda como consequência da depressão Kristin, na semana passada.
Segundo a empresa, o distrito mais afetado é o de Leiria, com 57 mil clientes sem luz, seguido de Santarém, com 15 mil, Castelo Branco, com três mil, e Coimbra, com mil clientes ainda sem energia elétrica.
Governo prevê criação de fundo para catástrofes ainda este ano
Em declarações à rádio Renascença, Miranda Sarmento indicou que este será um projeto para 30 ou 40 anos, a constituir ainda este ano “para dar respostas robustas a longo prazo”, sublinha.
Circulação suspensa na Linha da Beira Baixa entre Entroncamento e Castelo Branco
Numa informação enviada à agência Lusa, a CP -- Comboios de Portugal indicou que a circulação na Linha do Norte está também suspensa devido a inundações na via para os comboios de longo curso em Alfarelos e ainda Urbanos de Coimbra, e no troço entre Castanheira do Ribatejo e Alverca (urbanos de Lisboa), no concelho de Vila Franca de Xira, Lisboa.
Na Linha da Beira Alta, o serviço intercidades entre Coimbra e a Guarda está a ser feito com recurso a automotoras e na Linha do Norte realizam-se os serviços regionais entre Entroncamento e Soure.
Às 8h00, a circulação na Linha de Cascais continuava a ser feita em via única entre Algés e Oeiras, no distrito de Lisboa.
A circulação ferroviária continua suspensa na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, Linha do Oeste e Linha do Sul, entre Ermidas do Sado e Grândola, realizando-se transbordo rodoviário ao serviço de longo curso.
Água, lama e pedras da Serra de São Mamede em Portalegre danificam dezenas de carros
Dezenas de automóveis sofreram hoje danos e outros foram arrastados em Portalegre pela força da água, lama e pedras provenientes da Serra de São Mamede, na sequência da tempestade Leonardo, disse à agência Lusa a presidente do município.
De acordo com Fermelinda Carvalho, está "espalhado o caos" numa determinada zona da cidade, nomeadamente entre as avenidas de Santo António (lateral ao hospital),Liberdade e na zona do rossio, onde se registaram inundações e ficou acumulada "muita lama".
"Vieram da serra (água, lama e pedras), que arrastaram carros, isto é o caos", alertou.
A autarca explicou que, por volta das 08:00, a Proteção Civil e os serviços municipais estavam a desenvolver operações de limpeza e a obstruir vias na zona do rossio.
"Nós temos os meios, estão mais meios a chegar para atacar esta situação, estamos a mobilizar tratores de agricultores, máquinas de empresários para limpar tudo rápido", acrescentou.
Proteção Civil registou 399 ocorrências até às 8h00
Em declarações à agência Lusa, Elísio Pereira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), das 399 ocorrências registadas, 65 foram na Grande Lisboa e 75 na Região Oeste.
Bombeiros transportam funcionários de um laboratório no Carregado
Para garantir que a produção do laboratório de medicamentos Atral não é interrompida, o comandante dos bombeiros de Castanheira do Ribatejo, Bartolomeu Castro, explica à Antena 1 que a corporação está a transportar os funcionários para entrarem e saírem das instalações.
Alcácer do Sal. Casas inundadas levam ao resgate de 137 pessoas
O vereador da Proteção Civil avança com 137 pessoas resgatadas devido às casas inundadas. Há relatos que o nível da água atinge o primeiro andar de algumas habitações ribeirinhas, como nos relata o jornalista da Antena 1, Guilherme de Sousa.
Interrompida ligação fluvial entre Trafaria, Porto Brandão e Belém
A ligação fluvial feita pela Transtejo entre Trafaria, Porto Brandão e Belém está interrompida devido às condições meteorológicas e de mar muito adversas, já depois de ter sido suspensa a ligação Cacilhas - Cais do Sodré
A informação da empresa, divulgada no site pelas 7h04, indica que o serviço está temporariamente interrompido e que não é possível prever a retoma do serviço regular entre estes portos fluviais dos municípios de Almada e Lisboa.
A Transtejo já tinha comunicado a interrupção da ligação que também faz entre as estações de Cacilhas (Almada) e Cais do Sodré (Almada), pelos mesmos motivos.
A empresa é responsável pelas ligações do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, a Lisboa.
Portugal está a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo, com chuva persistente e por vezes forte.
Lisboa está sob aviso laranja (o segundo mais grave) por cauda da agitação marítima, até às 17h00 de domingo, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
Reposição das linhas elétricas está a ser feita com urgência e cuidado
O trabalho na equipa da E-redes não é tarefa fácil, mas na sala de Operações da Sub-estação de Andrinos, na região de Leiria, apenas se pensa nas soluções de quem está no terreno.
O jornalista Joaquim Reis acompanhou uma equipa da E-Redes no terreno e foi até Covão junto à Estrada Nacional 113 e depararam-se com um poste de média tensão derrubado. Antena 1A equipa primeiro avalia se há eletricidade nos cabos e depois procede à desobstrução e reparação. Uma linha que abastece um conjunto de aldeias e que vai permitir que a electricidade volte a circular nesta região.
Inundações sem vitimas
Em declarações à agência Lusa, fonte do Comando Sub-Regional da Grande Lisboa adiantou, pelas 7h30, que as inundações não causaram vitimas ou desalojados.
"Por causa das inundações, está suspensa a circulação ferroviária na Linha do Norte, entre Castanheira e Alverca, e a Estrada Nacional (EN) 10, está cortada no sentido sul-norte junto a Vila Franca de Xira", acrescentou a mesma fonte.
Inundações provocam supressão parcial da circulação ferroviária
c/ Gonçalo Costa Martins - Antena 1
Aluimento de terras obriga a cortar EN 222
Um aluimento de terras esta madrugada obrigou ao corte da Estrada Nacional 222 em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, informou o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto.
A ocorrência foi registada às 4h33 para um aluimento de terras junto à ponte do rio Inha.
Fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto indicou à Lusa, cerca da 6h30, que a situação não provocou feridos.
A entrada está cortada no sentido Canedo/Lomba, entre Canedo e Lavercos.
Portugal está a ser afetado pela depressão Leonardo, que trouxe períodos de chuva forte.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Resgatadas 89 pessoas da cheia do Sado
"A maré vai subindo devagarinho e agora, nada há a fazer, temos de aguardar que a Natureza vá retirando o caudal do [rio] Sado, sendo que o pico da preia-mar (maré-cheia) estava previsto para as 6h00 horas", aindicou o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral.
Tiago Bugio quis assinalar o esforço de todo o efetivo, incluindo bombeiros, militares da GNR e funcionários do município, num total de cerca de 80 elementos.
A mesma fonte havia sublinhado, na noite de quarta-feira, a necessidade de resgatar 70 pessoas devido a ocorrências relacionadas com inundaçõe
A subida da água estava a atingir também Grândola e Odemira.
As escolas de Alcácer do Sal vão manter-se fechadas até sexta-feira, devido ao agravamento das condições meteorológicas. Mais de mil alunos poderão ter aulas remotamente, em casa.
Proteção civil registou pelo menos 70 ocorrências
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil registou, entre as 0h00 e as 6h30, pelo menos 70 ocorrências relacionadas com o mau tempo, a maioria quedas de árvores e inundações de estruturas ou superfícies.
Segundo informação disponível no site da ANEPC às 6h30, a maioria das ocorrências foram registadas na Grande Lisboa, nas regiões Oeste, Lezíria do Tejo, Coimbra e Península de Setúbal,
Contactado hoje pela Lusa, fonte do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa disse esta madrugada se registaram dezenas de ocorrências relacionadas com os efeitos da passagem da depressão Leonardo, a maioria quedas de árvores e inundações, sem vitimas.
"Não conseguimos contabilizar as ocorrências de momento. Foram dezenas de ocorrências, mas não há registo de vitimas. Tivemos muitas quedas de árvores na Avenida Defensor Chaves e Campo de Ourique por exemplo", indicou.
Também o Comando Sub-Regional da Lezíria do Tejo disse à Lusa ter registado muitas ocorrências, a maioria quedas de árvores e inundações.
"Tivemos uma inundação numa habitação em Samora Correia, mas já resolvida, sem vitimas e sem necessidade de realojamento", disse.
Contactado pela Lusa, fonte do Comando Sub-Regional do Oeste deu conta igualmente de dezenas de ocorrência por causa da chuva e vento forte, a maioria inundações e quedas de árvores, sem causar vitimas.
Num balanço anterior à Lusa, fonte da ANEPC disse terem sido registadas entre as 00:00 e as 23:00 de quarta-feira 1.790 ocorrências devido ao mau tempo, que afetaram sobretudo as sub-regiões da Grande Lisboa, Setúbal e Oeste.
As ocorrências entre as 0h00 e as 23h00 de quarta-feira atingiram sobretudo a Grande Lisboa, com 276, Setúbal (221) e Oeste (220) e as principais situações foram inundações, queda de árvores e movimento de massas.
A depressão Leonardo está a atravessar o continente com chuva persistente e por vezes forte, e vento, tendo sido emitidos avisos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Circulação suspensa entre Castanheira do Ribatejo e Alverca
A circulação ferroviária na Linha do Norte, no troço entre a Castanheira do Ribatejo e Alverca, concelho de Vila Franca de Xira, Lisboa, estava hoje pelas 6h00 suspensa devido a inundações, segundo a CP - Comboios de Portugal.
A Linha do Norte estava já suspensa também devido a inundações na zona de Alfarelos (Coimbra) para comboios de longo curso, sendo que interrupção afeta igualmente a Linha da Beira Alta e o Ramal de Alfarelos.
Na Linha de Cascais, distrito de Lisboa, a circulação entre Algés e Oeiras estava também, pelas 6h00, a ser feita em via única, devido às condições meteorológicas.
Portugal continental sem tréguas da depressão Leonardo nos próximos dias
- Está em vigor desde as 0h00 o aviso laranja para agitação marítima em toda a costa, com ondas médias de cinco a seis metros, podendo atingir 12 a 13 metros de altura. Há também aviso amarelo para rajadas de até 90 quilómetros por hora e 100 quilómetros nas terras altas e em distritos como Lisboa e Beja. Vigora ainda o aviso amarelo devido à chuva, que será forte e persistente nas próximas horas;
- Pouco antes das 7h00, em Manteigas, no distrito da Guarda, o vento atingia os 131 quilómetros por hora. Em Seia, as rajadas chegavam aos 120. Em Góis, no distrito de coimbra, as rajadas atingiam os 107 quilómetros por hora;
- Quanto à chuva, à mesma hora, havia mais precipitação no distrito de Portalegre, com quatro milímetros por metro cúbico a cada hora. Na Guarda, a precipitação ficava pelos três milímetros por metro cúbico;
- A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil registou, até às 23h00, 1.790 ocorrências, a maioria nas regiões de Lisboa, de Setúbal e Oeste. As principais foram inundações e queda de árvores;
- A Proteção Civil adverte para um elevado risco de inundações significativas nas zonas próximas dos rios Vouga, Mondego, Tejo, Sorraia e Águeda. Há ainda um alerta para o elevado risco de inundação nas localidades perto do rios Douro, Cávado, Ave, Lima, Tâmega, Lis e Sado;
- Há notícia de mais um vítima mortal em consequência do agravamento das condições climatéricas. Trata-se de um homem de 60 anos que morreu arrastado pela corrente, na bacia do Rio Guadiana, quando seguia numa viatura, depois de ter tentado atravessar uma estrada inundada. O carro ficou submerso junto à Barragem da Amoreira, em Pias, no Alentejo;
- Onze pessoas morreram, desde a semana passada, na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que causaram também centenas de feridos e desalojados;
- São várias as linhas ferroviárias suspensas. A CP indica que, por causa de inundações na estação de Alfarelos, em Coimbra, a circulação na Linha do Norte está suspensa desde as 22h00. Os serviços urbanos de Coimbra também serão suspensos e os regionais entre Entroncamento e Coimbra B só vão circular entre Entroncamento e Soure. A Linha do Douro , entre Régua e Pocinho, continua interdita e o mesmo sucede na Linha do Oeste e na Linha do Sul entre entre Ermidas do Sado e Grândola;
- A ligação fluvial assegurada pela Transtejo entre as estações de Cacilhas e o Cais do Sodré está interrompida por causa de condições meteorológicas e de mar adversas, segundo indicação da empresa no seu portal;
- A EDP suspendeu a facturação nas zonas afetadas pela depressão Kristin, na semana passada. A empresa compromteu-se a assumir um custo de mais de 800 mil euros nas comunidades afetadas. Em comunicado, adianta que suspendeu o envio das faturas a cerca de 700 mil clientes, tanto a particulares como a empresas. Adiante serão propostos acordos de pagamento ajustados à situação de cada cliente;
- A E-Redes revela que há ainda 76 mil pessoas sem abastecimento de energia elétrica. Só em Leiria são 55 mil. Segue-se Santarém com 13 mil clientes sem luz, Castelo Branco com quatro mil e Coimbra com dois mil. Entretanto, a ministra do Ambiente deu a garantia de que 95 por cento das população deverá ter a situação normalizada no próximo sábado;
- As seguradoras admitem custos de até 500 milhões de euros decorrentes da depressão Kristin. O Jornal de Negócios noticia que as companhias estão no terreno e registaram cerca de 50 mil participações de sinistros. São aguardados ainda pedidos das empresas com valores mais expressivos - é o caso da E-Redes e da REN, que também têm prejuízos nas infraestruturas;
- O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Subida do Mondego. Acesso condicionado à localidade de Ereira
Só de barco ou no carro dos bombeiros se pode chegar a Ereira, em Montemor-o-Velho. Durante o dia ainda passaram carros pela única estrada transitável, mas a subida do Mondego deixou a aldeia praticamente isolada.
Escolas reabrem em Leiria
Reabriram a maior parte das escolas do concelho de Leiria. São 148, principalmente básicas e jardins de infância, mas muitos alunos ainda não foram às aulas.
Água continua a subir em Alcácer do Sal
Duarte Dimas, presidente da Junta de Freguesia de Santiago, fala numa cheia "nunca antes vista". Muitas pessoas foram retiradas de casa e muitas outras continuam isoladas, acrescentou, para deixar um apelo: "Quem se sentir em risco que se salvaguarde (...) que se ponha a salvo".
Alerta máximo esta noite. Tempestade Leonardo atinge região de Lisboa e Vale do Tejo
A proteção civil mantêm o nível de alerta máximo, o nível 4, até pelo menos sexta-feira devido à chuva intensa e ao vento forte. Na zona da Caparica, arredores de Lisboa, assiste-se a vários aluimentos de terra.<br />
Marcelo quer rapidez na atribuição de apoios às populações
O presidente da República visitou os concelhos mais afetados pela tempestade. Marcelo Rebelo de Sousa exigiu rapidez na atribuição dos apoios às populações e às empresas. Sem comentar diretamente a atuação dos ministros, o chefe de Estado admitiu que a comunicação do Governo nem sempre correu bem.